quinta-feira, 21 de maio de 2015

FAÇANHA HISTÓRICA UM ARGENTINO E UMA INGLESA UNIRAM AS MALVINAS NADANDO PELA PAZ


Matías Ola (30) e Jackie Cobell (60) atravessaram o estreito de São Carlos e uniram as ilhas de Oeste a Leste. Eles dizem que querem passar uma mensagem de amizade e harmonia em memória dos caídos na guerra das Malvinas. 

O argentino Matías Ola, de 30 anos, e a inglesa Jackie Cobell, de 60, marcaram um símbolo de paz que foi além do esporte: eles atravessaram a nado o estreito de São Carlos e uniram as Ilhas Malvinas. O objetivo foi oferecer "uma mensagem de amizade e harmonia, em memória dos caídos".



FOTO (Os dois nadadores levam uma mensagem de paz e reconciliação)
"Nós conseguimos. Nadamos unindo as duas ilhas em 2 horas 37 minutos. Foram seis quilômetros, tudo foi extremo. (Houve) um grande trabalho em equipe", postou Ola em sua conta de Twitter. O esportista, um tucumano que começou a nadar aos 20 anos em busca de uma cura para a asma, disse que a travessia foi feita "sem bandeiras políticas e sem limites geográficos".  A proeza começou durou mais de um dia. Foi um nado muito difícil, em águas que rondavam os oito graus, sem traje de neoprene e com ondas superiores a dois metros. O Estreito de São Carlos é um lugar simbólico: lá ocorreram os enfrentamentos entre os navios britânicos e os aviões argentinos durante a guerra das Malvinas em 1982.  Cobell, conhecida por ter nadado no Canal da Mancha durante quase 29 horas e por ter conseguido o recorde mundial da esportista que permaneceu mais tempo na água, acompanhou-o braçada a braçada. Com a conquista já transformada em um abraço que os uniu durante vários minutos, Cobell agradeceu a Ola "sua bondade, visão, determinação e força para realizar a proeza", que ela definiu como "uma maravilhosa experiência simbólica".  "Esperamos que o nosso gesto de paz e boa vontade tenha deixado uma impressão de amor duradouro nos nossos corações e nos nossos países", disse Cobell. Ela ganhou várias medalhas de ouro em campeonatos mundiais e foi a primeira inglesa a nadar 1.000 metros a zero grau centígrado dentro do Círculo Polar, ganhando o primeiro lugar. Ola e Cobell se conheceram há três anos quando, junto com 60 nadadores de 18 países, eles foram nadando da Rússia aos Estados Unidos atravessando o estreito de Bering.  "Admiro Jackie Cobell por sua força e por enfrentar tudo. Essa experiência de termos nos unido pela paz e pela amizade ficará sempre na nossa memória, esperando que o nosso exemplo mostre as boas ações que todos podem fazer por um mundo melhor", disse. 




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