quinta-feira, 29 de setembro de 2016

EM CLIMA DE ACUSAÇÕES CBDA APROVA MUDANÇA EM ESTATUTO


Em clima eleitoral e em meio às acusações de fraude pelo Ministério Público Federal de São Paulo, a Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA) aprovou mudanças em seu estatuto em assembleia extraordinária realizada nesta quarta-feira, no Rio de Janeiro. A principal delas foi a aprovação da "lei da mordaça", como vem sendo chamada pela oposição. De acordo com o artigo 74, o presidente de federação que denegrir a imagem da CBDA poderá ser afastado do cargo ou ter a sua entidade desfiliada.
Advogados da oposição ao presidente da CBDA, Coaracy Nunes tentaram suspender a assembleia. Não conseguiram, e buscaram invalidar o que fosse aprovado nela através de liminar concedida na noite de terça-feira. Caberá ao juiz da 8ª Vara Cível do Rio de Janeiro, Paulo Roberto Corrêa, a aprovação ou não da assembleia.    
Todos os 27 presidentes ou representantes de federações atenderam ao chamado e se reuniram em um hotel do Flamengo, Zona Sul do Rio. O grupo da oposição era minoria, sob a liderança de Miguel Cagnoni, presidente da Federação Aquática Paulista há 22 anos e candidato às eleições da CBDA programadas para o primeiro trimestre de 2017. A maioria segue Coaracy, desde 1988 no comando da Confederação, e que lançará como candidato o diretor-executivo da entidade, Ricardo Moura.
A oposição tentou incluir na pauta decisões sobre as participações mais efetivas de atletas e clubes. Atualmente, um conselho de cinco atletas indicados ela própria CBDA tem direito a 1/6 de voto nas decisões da entidade. Já os clubes não têm direito a voto. Cada lado interpreta a lei de um jeito. A oposição alega que a inclusão de clubes e atletas deve seguir a Lei Pelé. Por outro lado, a situação defende que o conselho de atletas discute apenas questões técnicas, e que a inclusão de clubes é prevista apenas para entidades que tenham clubes em diferentes divisões, como no futebol. A única medida aprovada que agradou à oposição foi a necessidade de convocação de assembleia extraordinária com 1/5 do eleitorado, quando antes eram necessários dois terços.    
Durante a assembleia, advogados da oposição tentaram notificar Coaracy da liminar, mas ele alegou que não teria como ler o conteúdo. Os advogados também tentaram participar da assembleia, alegando que questões estritamente jurídicas estavam sendo debatidas. O dirigente não quis falar com a imprensa depois do encontro, o que o fará nesta quinta-feira, em entrevista coletiva. Coube ao advogado da entidade, Marcelo Franklin, minimizar os efeitos da liminar, questionar as acusações do MPF e dizer que a "lei da mordaça" não existe.
- De jeito nenhum. Tudo na CBDA é feito de maneira democrática. Tudo foi objeto de votação. Isso não implica em mordaça. Ontem a situação estava em Brasília cuidando do contrato dos Correios. A oposição é que pensa em eleição. Hoje tem uma ação que a meu ver é uma ficção jurídica, que parte de dois pilares inexistentes, uma licitação fraudulenta e a que os equipamentos não foram entregues. Eles foram. Ela serve para o "espalhafato" midiático para impressionar na assembleia - disse. 
Sobre os assuntos que não estavam em pauta, Franklin afirmou que a pauta da assembleia foi enviada às federações há duas semanas, e que portanto elas teriam tempo hábil para enviar qualquer tipo de proposta de mudança, o que segundo ele não aconteceu. Miguel Cagnoni lamentou que as discussões tenham sido feitas às pressas para que os dirigentes pudessem voltar no mesmo dia para seus Estados, e reclamou do critério utilizado pela CBDA para julgar possíveis reclamações das federações.  
- Você não tem como discutir o assunto. Todo mundo tem hora marcada para voltar por causa do avião. Tudo o que a gente não queria foi aprovado. Atleta com direito a voto indicados pelo presidente da confederação, clube sem poder de voto. Eles entendem que isso foi discutido antes, mas não foi. A lei da mordaça passou. A critério do presidente da confederação, se você trouxer prejuízo moral pode ser até destituído do cargo. Quem avalia é a CBDA. Eu posso, em última análise, ir na justiça comum - disse. 
Representante da Federação Piauiense de Desportos Aquáticos, Marco Antônio dos Santos chamava atenção pelo dress code despojado: chinelo e bermuda. Ele votou com a maioria e não se incomodou com o artigo 74.     

- A assembleia, como um todo, é soberana para definir o que é melhor para o esporte aquático do Brasil. Temos instâncias legais dentro da estrutura esportiva e quem se sentir tolhido de algum direito cabe direito às instâncias legais - disse.    

Presidente da federação pernambucana e vice na chapa de oposição, Luis Fernando Oliveira acusou a CBDA de não dar valor aos atletas. Para ele faltam conhecimento jurídico para a maioria de seus colegas e tempo para debater as propostas - a assembleia acabou um pouco depois do meio-dia e alguns tinham voo marcado para as 14h. Ele acredita que a eleição do próximo ano esteja relacionada com as alterações do estatuto.        

- Em se tratando de eleição tudo é possível. Em relação aos atletas, não estão dando o devido valor a eles. Qual o atleta virá aqui na assembleia para votar se não tem o mesmo peso das federações? Como foi mudado o estatuto, a maioria dos presidentes não têm conhecimento jurídico. Não temos tempo de mudar isso. A não ser que contratemos previamente um advogado para fazer uma leitura. Embora tenha sido mandado antecipadamente para gente, não despendemos de dinheiro para contratar uma advogado e fazer isso. Simplesmente é chegar na assembleia, onde a votação é sim ou não, não se inclui nada. O artigo 74, a "lei da mordaça", vai dizer que qualquer federação que comprometer a imagem da confederação o presidente tem o poder de desfiliar o cara. Não viemos aqui com tempo suficiente para debater os argumentos. É sempre desse jeito. Vou voltar às 19h, mas tem gente que tem voo às 14h - disse.   
Há três anos no comando da entidade de Pernambuco, Oliveira afirma ter como objetivo "o bem do esporte, e não o poder". Ele usou uma fala de Ricardo Moura, que apontou o calor humano como legado dos Jogos Olímpicos do Rio, quando a natação do Brasil só alcançou o pódio com Poliana Okimoto na maratona aquática.

- Manter a hegemonia de 26 anos não é o futuro que a gente quer. Queremos o bem do esporte, e não o poder. Se não tiver renovação vamos ficar só com o calor humano da Olimpíada.

As chapas concorrentes na eleição da CBDA têm até o dia 16 de novembro para se inscreverem. É necessário o apoio de pelo menos cinco federações para a criação de uma chapa. No Comitê Olímpico do Brasil (COB) é necessário o apoio de pelo menos 10 presidentes de confederações brasileiras.

Por Leonardo Filipo Rio de Janeiro
Coaracy Nunes (sentado, de roupa escura) após a assembleia da CBDA (Foto: Leonardo Filipo)

Luís Soares, Coaracy Nunes e Marcelo Franklin na assembleia da CBDA (Foto: Divulgação)

Publicado por Francismar Siviero










O QUE ACONTECE DE NOTÍCIA NO MUNDO DOS ESPORTES AQUÁTICOS VOCÊ LÊ PRIMEIRO AQUI - BLOG FRANCISSWIM Foram mais de 35.000.000 de VISUALIZAÇÕES no último ano


Francisswim Esportes Aquáticos é uma ferramenta única,   abrangente, multi-linguas, uma referência on-line para a comunidade aquática. Informação vistas nos últimos 12 meses no facebook (24.397.084), Google+ (5.144.802), blog (401.672). Clique no link e visite 




http://www.kickante.com.br/campanhas/blog-francisswim-esportes-aquaticos












































MIGUEL CAGNONI CANDIDATO DA OPOSIÇÃO NA CBDA DIZ QUE ALTERAÇÕES NO ESTATUTO VISAM FAVORECER CHAPA DA SITUAÇÃO


Principal opositor a Coaracy Nunes na presidência da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA), Miguel Cagnoni, diz que não ficou surpreso com o resultado da assembleia que aprovou, nesta quarta, no Rio, diversas mudanças no estatuto da entidade. Presidente da Federação Aquática Paulista (FAP), ele aponta que as alterações apenas favorecem a chapa da situação que concorrerá na eleição da CBDA – que é liderada por Ricardo de Moura, atual diretor-executivo – como já era esperado.
Em entrevista ao LANCE!, Cagnoni diz que “nada daquilo que é exigido por lei foi alterado no estatuto da CBDA” mas que tem esperança no parecer do juiz da 8ª Vara Cível do Rio de Janeiro que irá validar ou não as mudanças aprovadas na assembleia desta quarta.

Leia abaixo a entrevista na integra com o dirigente.

Como avalia a Assembleia da CBDA ocorrida nesta quarta?
Ocorreu o que já se esperava. Nada daquilo que é exigido por lei foi alterado no estatuto da CBDA e as mudanças realizadas foram apenas as que favorecem a chapa da situação da entidade.
Que mudanças são essas?
O primeiro deles é em relação ao voto dos atletas, que tinham direito a um voto na eleição da CBDA e seu peso foi reduzido a 1/6, o que é praticamente nada. Não foram incluídos também os clubes nas assembleias, conforme prevê a Lei Pelé, que dá o direito de participação aos clubes de primeira e segunda divisões. Eles podem argumentar que na natação não tem divisão nos campeonatos mas no polo aquático tem, da mesma forma como outras modalidades. O mais grave da reunião, entretanto, foi em relação ao Artigo 74 do estatuto. Da forma como ficou o artigo, qualquer pessoa que a CBDA julgue ter causado dano à sua imagem ou atividade, poderá ser punida e ter seu mandato cassado. É uma decisão totalmente arbitrária. Na prática, é uma cassação de mandatos.
Não teve oposição a essas mudanças durante a Assembleia?
Sim. Fiz questão de debater e colocar a minha posição durante a reunião para que tudo seja relatado na ata até como uma forma de poder comprovar depois. Isso foi feito por outros dirigentes também. Mas essa foi uma assembleia que não tinha o que fazer pois tinha um grupo que votava em bloco. Essa mudança para a CBDA poder punir dirigentes, por exemplo, foi aprovado com 19 votos a favor e apenas 8 contra.
Soube que a CBDA proibiu a entrada de advogados na reunião. Isso ocorreu?
Sim. Eu, por exemplo, sou advogado mas nunca exerci a profissão. Sempre fui empresário. Então, eu pedi para o diretor jurídico da Federação Aquática Paulista (FAP) poder participar da reunião por entender melhor as questões jurídicas em relação à mudança do estatuto e o pedido foi negado. O presidente da Federação do Rio também fez o mesmo e não conseguiu. Havia um ambiente muito complicado, foi tudo muito politizado.
Uma liminar obtida na 8ª Vara Cível do Rio de Janeiro obriga que qualquer mudança no estatuto precisa passar pelo crivo de um juiz. Como ficam as alterações aprovadas?
Isso nos dá uma certa garantia de que tudo o que foi aprovado na assembleia passará pela avaliação de um juiz antes de ser protocolado e entrar em vigor. Agora não há muito o que fazer a não ser esperar essa posição do juiz.
Como ficam as eleições previstas para o início de 2017?
Creio que esse estatuto não entre em em vigor até a eleição, que deve ocorrer com as normas antigas. Se houver uma posição da Justiça, aí vamos ver o que será alterado de fato no estatuto.
E sua chapa, continua de pé após a assembleia de hoje?
Sim. Até porque o que houve hoje pode influenciar positivamente. Ficou claro para muita gente que há uma “mão-de-ferro” na entidade. A administração da CBDA deveria estar voltada a bons resultados nas piscinas, mas não é esse o foco da atual direção. 
Por Fábio Suzuki São Paulo (SP) 
Cagnoni é pré-candidato na eleição a presidente da CBDA (Foto: Reginaldo Castro)



Publicado por Francismar Siviero










O QUE ACONTECE DE NOTÍCIA NO MUNDO DOS ESPORTES AQUÁTICOS VOCÊ LÊ PRIMEIRO AQUI - BLOG FRANCISSWIM Foram mais de 35.000.000 de VISUALIZAÇÕES no último ano


Francisswim Esportes Aquáticos é uma ferramenta única,   abrangente, multi-linguas, uma referência on-line para a comunidade aquática. Informação vistas nos últimos 12 meses no facebook (24.397.084), Google+ (5.144.802), blog (401.672). Clique no link e visite 




http://www.kickante.com.br/campanhas/blog-francisswim-esportes-aquaticos