quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Diretor do Rio-2016 minimiza estudo de universidade do Interior do RS sobre as águas de Copacabana, praia que será palco dos Jogos Olímpicos do ano que vem


Sidney Levy destacou que confia nos levantamentos do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), órgão sediado no Rio de Janeiro
Por: André Baibich e Wendell Ferreira
Foto: Bruno de Lima / Estadão Conteúdo

A divulgação do estudo encomendado pela Associated Press (AP) à Feevale, de Novo Hamburgo, sobre as águas da praia de Copacabana, da lagoa Rodrigo de Freitas e da Baía de Guanabara ainda repercute entre os organizadores dos Jogos Olímpicos do próximo ano. Segundo a pesquisa, nos três locais que receberão competições olímpicas há presença de vírus que ameaçam a saúde dos atletas. Em evento de um patrocinador do evento na noite desta terça-feira, na capital carioca, o diretor geral do Comitê Rio-2016, Sidney Levy, minimizou os resultados.
— O Rio de Janeiro tem um órgão chamado Inea (Instituto Estadual do Ambiente), que é responsável por medir a água para definir se os banhistas podem ou não frequentar as praias. É um órgão tecnicamente equipado e que faz testes todos os dias. Nós usamos essa medida — afirmou, antes de completar:

— A AP foi buscar uma universidade no Interior do Rio Grande do Sul. Em quem você confiaria mais? Na universidade do Interior do Rio Grande do Sul ou no Inea? Nós confiamos no Inea. Não vamos arriscar a saúde dos atletas.
Contatada pela reportagem de Zero Hora, a Feevale se posicionou sobre as declarações de Levy.
— O pesquisador que participa desta pesquisa foi procurado pela Associated Press pelo histórico de realizar, em seu laboratório, esse tipo de análise em água. Nem o pesquisador nem a Universidade buscam qualquer notoriedade com essa pesquisa, tanto que a divulgação dos resultados foi feita pela AP, não pela Instituição. O objetivo das análises foi prestar um serviço à agência de notícias, que buscou a parceria para a realização do projeto. Trata-se de um projeto em que a AP paga os custos das análises e os pesquisadores envolvidos não recebem nenhum valor para tanto. Os dados são de propriedade da AP e as análises são realizadas usando os protocolos descritos na literatura científica para esse fim.
Levy ainda foi questionado se há pressão de entidades para que a vela seja transferida de local.
— Uma pressão sutil, muito pequena e quase insignificante — respondeu.

Em meio ao debate por conta da poluição da Baía de Guanabara, espalharam-se rumores de que federações de vela de países com tradição em disputa no mar aberto pressionavam para que a competição fosse disputada em Búzios.


fonte http://zh.clicrbs.com.br/rs/esportes/olimpiada/noticia/2015/08/diretor-do-rio-2016-minimiza-estudo-de-universidade-do-interior-do-rs-sobre-aguas-do-rio-4817737.html















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