sábado, 15 de agosto de 2015

Rafael Gil Rio é o grande sonho Tóquio é o sonho



Tornou-se, aos 19 anos, no mais novo atleta masculino português a participar num Campeonato do Mundo. Em Kazan, Rafael Gil foi 41.º na prova olímpica de 10km e 15.º nos 5km por equipas.
“Ser o mais novo atleta masculino português num Mundial significa muito, que estou num processo de evolução, progressivo e que ainda tenho uma longa margem pela frente. É sempre bom, no primeiro ano de sénior, estar presente num Campeonato do Mundo, apesar de estar à espera de algo diferente. Faltou muita experiência. Ainda sou muito ‘verdinho’ nesta modalidade”, afirma o nadador da Associação Naval Amorense em entrevista do Foco d’Água.
Para o nadador português, “a verdadeira classificação que desejaria era estar entre os 25 melhores do mundo”. “Não consegui, mas venho com mais vontade de trabalhar e tentar algo engraçado num futuro muito breve. Venho também com mais experiência, muito mais, com mais noções de que as águas abertas realmente são. Mas foi positivo, é sempre uma grande experiência competir a este nível”, reforçou.
Rafael Gil não perde a esperança que ainda poderá garantir o apuramento para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro na derradeira qualificação que terá lugar em Setúbal no próximo ano. “Tenho cerca de 10 meses para trabalhar para um único objetivo, a qualificação olímpica. Espero que seja uma prova muito competitiva e espero que em ‘casa’ as coisas possam sair de outra forma. Estou muito confiante, sei que posso e consigo fazer uma boa qualificação em Setúbal, só tenho que trabalhar a 100 por cento para o conseguir”, refere.
O atleta do clube amorense realça “a época excelente” que realizou: “Tive muitas oportunidades de competir a alto nível e ganhar experiência. Nunca numa época tinha tido os dois títulos nacionais absolutos dos 10 e 5km. Na natação pura não tive muita sorte no Inverno em Piscina Longa. Tive várias doenças seguidas, o que me impossibilitou de treinar algumas semanas com o volume e qualidade pretendidos. O Inverno de piscina curta foi o melhor de sempre, tendo batido três recordes pessoais com bom nível”.
Para a próxima época, o atleta da Amorense já tem os objetivos bem definidos: “Espero conseguir bater os meus recordes pessoais até dezembro em piscina curta. Ambiciono também o mínimo olímpico nos 1500 metros, que é um objetivo que pode ser alcançável. O foco é Setúbal a 100 por cento. Rio é o grande sonho, Tóquio é o sonho”.
Rafael Gil teve o seu primeiro contacto com a piscina, em Alenquer, quando tinha dois anos de idade. Diz que “adorava nadar, adorava a água”. Começou a fazer natação em Alenquer. Num torneio na piscina de Sobral (MonteGes) foi convidado a participar, porque “tinha jeito para nadar e gostava”. “Competi, ganhei umas medalhas e entrei na competição”, lembra.
“Fui treinado na MonteGes EM pelo professor Humberto Marques e tive grandes ajudas a quem hoje agradeço muito, ajudaram-me a chegar mais longe. Seis anos depois mudei a minha vida, juntamente com os meus pais, e troquei para um clube que se situava a 70 quilómetros de onde morava. Mudámos de casa e escolhi a Naval Amorense”, recorda.
“Sempre simpatizei com a equipa de lá e o treinador que lá estava quando me mudei fazia com que eu visse a natação de outro nível. O Ricardo Santos, meu treinador há quatro épocas, recebeu-me e treinou-me. Tudo o que tenho alcançado foi junto dele e da equipa que me ajudou imenso no meu crescimento como atleta e pessoa. E agora aqui estou, pronto para um novo desafio”, salienta o jovem nadador.
Questionado se prefere a natação pura ou as águas abertas, Rafael Gil considera que se sente mais atraído pela segunda disciplina: “Provavelmente a pergunta que mais mexe comigo. Eu adoro natação, mas sempre fui apaixonado por águas abertas. São duas disciplinas completamente diferentes. Na natação há muita pressão relativamente às águas abertas. As pessoas são mais fechadas. Nas águas abertas, o ambiente é mais ‘leve’. Gosto muito das duas, mas neste momento as águas abertas atraem-me mais”.
Naturalidade?
Torres Vedras
Estudante/ocupação profissional?
Estudante (repetir Matemática A do 12.º ano)
Disco/banda preferida?
Eminem
O que fazer nos tempos livres?
Jogar computador e estar com amigos
Programas de TV?
Séries
Filme preferido?
''Anapolis'' e ''O guardião''
Prato preferido?
Lombo de porco assado com natas e ameixas feito pela mãe
Livro marcante?
Estou a começar a ler '' A guerra dos Tronos '' e estou a adorar
Viagem da tua vida?
República Dominicana
Ídolo?
Michael Phelps e Ryan Lochte
Em três palavras, descreve a tua personalidade?
Teimoso, divertido e simpático
Significado da família?
A família, para mim, significa muito, porque sem os meus pais e irmão não conseguiria ter feito tudo o que fiz até hoje, nem teria essa possibilidade se não fossem eles.
Sonho por realizar?
Rio2016 é o grande sonho, Toquio2020 é o sonho. Sem dúvida, Jogos Olímpicos e voar
Sugestão para melhorar as águas abertas em Portugal?
Acho que deveria haver mais provas nacionais para ganhar mais experiência, distâncias e bóias. Deveria haver um Nacional de quatro dias em que se fazia 5km, 10km e 25km. Talvez prova de equipas e contra-relógio de 5km. Era importante nadar mais estas distâncias e mais vezes juntas para adaptar quando vamos para Mundiais ou Europeus em que temos que nadar três provas em quatro dias. Gostava de nadar 25km, mas não queria experimentar nadar num Europeu.

FEDERAÇÃO PORTUGUESA DE NATAÇÃO




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