terça-feira, 27 de janeiro de 2015

De Rose minimiza nº de dopings da natação brasileira: "Não vejo alarme"


Médico da Wada afirma que segunda colocação do esporte brasileiro no ranking mundial de exames positivos ainda o coloca abaixo de outras modalidades

O jornal “Folha de S. Paulo” apontou que, considerando-se os últimos 15 anos, a natação brasileira ficou atrás apenas da China em números de casos de doping. Com o flagra do capixaba João Gomes Jr, no Mundial do Catar, já são 30 situações em que o exame deu positivo, desde 2001. O médico Eduardo de Rose, integrante da Agência Mundial Antidoping (Wada), não acredita, porém, que os números sejam sinal de alarde para o esporte no Brasil. Em entrevista ao “Redação SporTV”, o especialista disse considerar o número normal e abaixo da média mundial da Wada em relação a outros esportes. 
- Realmente, tivemos, em 15 anos, 25 casos de resultados adversos analíticos, o que dá uma média de 1.51 casos por ano. Em 2015, tivemos 132 controles na CBDA e dois resultados negativos. Se comparadas esse percentual com a da Wada, o global de esportes de 2013, último publicado, é 1.94. Não vejo um alarme em relação à natação brasileira. É a terceira confederação em números de exames antidoping. A primeira é o futebol, e o segundo, o atletismo. De 28 esportes olímpicos, a natação é a terceira (...) Essa média de 1.51 é muito menor que a média de todos os esportes internacionais publicados pela Wada.
De Rose acredita que João Gomes Jr pode acabar punido somente com uma advertência. Segundo o médico, o uso do diurético flagrado pelo exame antidoping dificilmente teria um efeito direto em sua performance.
- Nesse caso específico, o atleta tomou um diurético provavelmente contaminado no suplemente e posso dizer que o diurético aumenta o desempenho em esportes de peso, como boxe, judô, remo, eliminando a água atingir um peso mais baixo para competir com mais facilidade. Pode ser usado para eliminar outro anabólico, por exemplo, Mas é difícil que seja usado por isso, pois teria o caso do anabólico esteroide, que fica na urina por três meses a um ano. É difícil que se encontre somente o diurético. Em terceiro lugar, diria que usar o diurético na natação não aumenta a performance em nada, na verdade prejudica pois vai perder água em eletrólise.
João Gomes Jr. deve tentar convencer a Federação Internacional de Natação (Fina) de que a substância detectada foi proveniente de uma contaminação acidental. O Brasil terminou o Mundial de Doha em primeiro lugar, com sete medalhas de ouro, uma de prata e duas de bronze – resultado histórico para o país. Gomes Jr. entrou na água para as eliminatórias dos revezamentos 4x50m medley, 4x100m medley e 4x50m medley misto. Se confirmado o doping, o Brasil perderá os três ouros conquistados nestas provas, caindo para a quinta posição na classificação final.
Por SporTV.comRio de Janeiro

Foto: Rafael Bello/Acervo COB)


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