segunda-feira, 4 de abril de 2016

BRASIL É CAMPEÃO SUL-AMERICANO ABSOLUTO NA NATAÇÃO









A menos de quinze dias para a última seletiva olímpica brasileira, os 26 nadadores que vieram à Assunção tornaram-se campeões do 43º Campeonato Sul-Americano de Natação e mantiveram a hegemonia do Brasil na competição, realizada entre os dias 30/03 a 03/04. O Brasil somou 449 pontos, na classificação geral. Na segunda colocação ficou com a Argentina, 417, e a terceira com a Venezuela, com 287.50 pontos. Na última etapa da competição, disputada na noite deste domingo, 03/04, o Brasil garantiu mais cinco medalhas (1 – ouro; 3 – pratas; 1 bronze) e chegou a marca de 41 medalhas no total, sendo 18 de ouro, 13 de Prata e 10 de bronze.
A equipe feminina do Brasil, com destacável desempenho na competição, também conquistou o título da categoria, ao somar 229,50 pontos. Ainda entre as mulheres, a Argentina ficou em segundo, com 220. A Colômbia, com 99 pontos, terminou na terceira colocação.
- Independente de adversários fortes, foi fundamental importância à busca pelo algo a mais, em cada etapa. Manuella, Etiene e Joanna, assumiram um papel importante na equipe e se apresentaram muito bem, nesta fase delicada, de final da preparação. Foi importante ver que as meninas brasileiras estão se impondo e aproveitando as oportunidades. O saldo do torneio é “super positivo” e nos deixa cada vez mais confiantes para os resultados dos próximos meses – Analisou Fernando Vanzella, coordenador técnico da seleção feminina do Brasil.
No masculino, o Brasil também se sagrou campeão ao somar, 201.50 pontos. Na segunda colocação ficou a Venezuela, com 184, seguida, seguida pela a Argentina, com 165 pontos.
- O time se comportou bem, mesmo encontrando um pouco mais de dificuldade, por essa ser a seletiva olímpica para todos os adversários. Cumprimos o nosso papel. Todos aqui queriam vencer e não perder a hegemonia, que já dura mais de trinta anos. Foi uma conquista a ser ressaltada e ainda obtivemos com resultados interessantes – comentou Alberto Silva, coordenador técnico da seleção masculina do Brasil.
Os prêmios “Señor de Sipan”, entregue aos atletas mais eficientes, foram para a Venezuela, com Andreina Pinto, no feminino, e Carlos Claverie, no masculino. 
A noite começou quente para as brasileiras e, com 59s11, Daynara de Paula conquistou o tetracampeonato dos 100m borboleta, além de registrar a nova melhor marca da prova. Daynara superou o tempo (59s79) de Gabriella Silva, feito em 2008. Com esta vitória, o Brasil chega à marca de 20 anos sem deixar o ouro escapar, nesta prova.
- Fiquei feliz com o meu resultado, mas, estou sempre lembrando que o objetivo principal está no Maria Lenk. Consegui fazer tudo que meu técnico pediu e saio da competição confiante. Agora tenho mais duas semanas para ver no que posso melhorar, fazer os reajustes e chegar bem nessa última seletiva – comentou Daynara de Paula.
A medalha de prata também ficou com o Brasil, com Daiene Dias, 59s33. Isabella Paez, da Venezuela, 59s66, completou o pódio. No masculino, Leonardo de Deus superou a marca feita na eliminatória e, com 54s38, terminou na sétima posição.
Nos 200m peito, foi por muito pouco que Pamela Alencar não conquistou um lugar no pódio. Com 2m31s85, a nadadora terminou na quarta colocação. A vencedora, Julia Sebastian, da Argentina, com 2s27s03, registrou novo recorde sul-americano, ao bater o tempo da brasileira, Carolina Mussi (2m27s42), feito em 2009, período em que o uso de trajes tecnológicos era permitido. Na disputa masculina o Brasil voltou ao pódio com Henrique Barbosa, medalha de bronze, com 2m16s87.
Nos 800m livre, Bruna Primati, estreante na competição absoluta, terminou na quinta colocação, com 8m48s59. A vitória ficou com Andreina Pinto, da Venezuela, com 8m32s31. Nos 1500m livre masculino o Brasil não teve representante.  O vencedor e novo recordista sul-americano, foi o equatoriano, Esteban Enderica, com o tempo de 15m08s57.
O Brasil ainda somou mais duas medalhas de prata, nas últimas provas do torneio, os revezamentos 4x100m medley. Com Natalia de Luccas, Pamela Alencar, Daynara de Paula e Manuella Lyrio, e o tempo 4m08s57, as brasileiras ficaram atrás somente das argentinas, que com 4m07s43, registraram o novo recorde da prova.
No masculino, o Brasil também levou a prata, ao nadar o percurso em 3m39s17, com Guilherme Guido, Henrique Barbosa, Leonardo de Deus e Pedro Spajari. Um dos destaques do Brasil, Guilherme Guido, que já possui o índice para disputar os 100m costas, nos Jogos Olímpicos, abriu o revezamento para o Brasil, com o tempo de “53s46”. Na primeira etapa Guido venceu a prova dos 100m costas, com o tempo de 53s40, novo recorde.
- Achei bem expressivos os tempos e, sem estar polido e raspado, é dar um passo adiante rumo aos 52 (segundos), que é o que eu vou tentar no Maria Lenk. O saldo da competição é muito positivo. Esperava nadar mais baixo de 54s, mas acabei nadando duas vezes para “53 baixo” e isso só mostra que o trabalho está sendo bem feito e estamos cada vez mais perto dos 52 segundos. – Guilherme Guido.
Para o Alberto Silva, coordenador técnico da seleção masculina, além de Guilherme Guido, o Brasil contou com bom desempenho de vários atletas mais novos no cenário nacional. 
-O resultado do Guido foi muito expressivo, para este período. Ele está em uma fase muito boa e acredito que ainda vai evoluir bastante, até os Jogos Olímpicos. Ainda tivemos bons resultados como o do Fábio Santi, que quebrou o recorde mais antigo, e de um ícone, como o Rogério Romero. Também vale ressaltar a prova e a forma como o Icaro Pereira nadou os 200m medley, conquistando o melhor tempo da vida e fechando muito bem. 
O Resultado além do placar: Em uma fase importante da preparação para a última seletiva olímpica brasileira, para os Jogos Rio 2016, o Troféu Maria Lenk (de 15 a 20 de Abril), os tempos feitos nesta competição são  bastante significativos para analise de desempenhos futuros, além das marcas alcançadas.
- Por ser seletiva, cada atleta usou a competição da melhor maneira possível, dentro de seus planejamentos. Alguns já apresentaram bons tempos no papel, enquanto outros optaram por maior número de oportunidade , de fazer tiros fortes, mas a avaliação geral é positiva bem satisfatória - ainda comentou Alberto Silva.
Uma das características apresentadas por alguns nadadores brasileiros chamou a atenção dos demais competidores. Como a grande maioria já está no ápice de seus desempenhos e disputando a competição do semestre, a face mais coberta por barbas, demonstra que a fase de sem pelos ainda está por vir, para alguns atletas do Brasil, o que deve melhorar ainda mais os desempenhos.
- O clima dá competição foi ótimo e quanto mais vezes a gente encarar os desafios, como um grupo, à gente tende a ficar mais forte e um puxa o outro. Quando chegarmos às Olimpíadas, ninguém vai nadar sozinho. Vamos estar todos juntos, torcendo por todos e isso se constrói nas competições internacionais – Guilherme Guido.
No feminino, entre os destaques da equipe estão Etiene Medeiros e Manuella Lyrio. Juntas as brasileiras somaram sete medalhas, somente em provas individuais.
- Essa foi uma excelente oportunidade das meninas se prepararem. Diferente do masculino, para elas é importante buscar competições para que se exponham mais, se testem mais  e assim ganhem confiança para a seletiva. O resultado dos 4x200m, mesmo não sendo a formação olímpica ainda, foi expressivo pela, além da marca, a vontade com que a prova foi nadada.
- Foi um desafio estar iniciando a parte final de treino e vir competir, mas eu gosto dessa adrenalina. Estar aqui faz parte do crescimento físico e mental, importante neste período. Acredito que vou voltar para São Paulo mais forte e preparada para os desafios. A organização foi muito boa e isto ajudou na nossa escolha de vir competir. Estou muito feliz por estar aqui e satisfeita com os resultados – analisou Etiene Medeiros, que conquistou o ouro nas disputas dos 50m e 100m livre, 100m costas. Além da prata nos 50m costas. 
Entre os atletas brasileiros, os estreantes em Sul-americanos Absolutos, mostraram que não se intimidam diante dos adversários e garantiram suas primeiras medalhas da competição.  Destaque para Brandonn Almeida, Luiz Altamir, Bruna Primati, Ícaro Pereira , Giovanny Lima e Ana Giulia.

Vencedor dos 400m livre e dos 200m borboleta, Luiz Altamir, teve seu esforço reconhecido pelo chefe da seleção masculina. “O Altamir também nadou muito bem suas provas. Teve boas marcas para esta fase e apresentou uma atitude muito positiva e aguerrida, muito importante para o grupo” finalizou Alberto Silva.
Assim como visto em edições anteriores, o Brasil vem trazendo para as competições sul-americanas absolutas, não mais a força máxima do país, em todas as provas. Alberto Silva também comentou esta nova tendência brasileira. “A fase agora é de começar a repensar a estratégia para esta competição, visando o calendário principal da seleção. O Sul-americano continuará sendo uma competição importante para a evolução dos atletas”.
Próxima parada da Natação brasileira: Troféu Maria Lenk.
Delegação Brasileira
Atletas: Alan Vitória, Ana Giulia da Faria, Brandonn de Almeida, Bruna Primati, Daiene Dias, Daynara de Paula, Etiene Medeiros, Fabio Santi, Gabriela Mello, Gabriela Rocha, Giovanny Lima, Graciele Herrmann, Guilherme Guido, Henrique Barbosa, Henrique Rodrigues, Icaro Pereira, Jessica de Bruin Cavalheiro, Joanna Maranhão, Leonardo de Deus, Luiz Altamir Melo, Manuella Lyrio, Natalia de Luccas, Nathália Almeida, Pamela Alencar Souza, Pedro Spajari e Raphael Rodrigues
Equipe Multidisciplinar: Alberto Silva, Fernando Vanzella, André Luis Ferreira, Carlos Matheus – Treinadores. Médica: Karina Hatano. Fisioterapeuta: Rafael de Oliveira. Massoterapeuta: Vagner do Nascimento. Biomecânico: Manoel Moraes. Chefe de equipe: Carlos Camargo.
 
Resultados -  03/04
100m Borboleta Fem – 1) Daynara de Paula – Brasil – 59s11 – Recorde de Campeonato / 2) Daiene Dias – Brasil – 59s33 / 3) Isabella Paez – Venezuela – 59s66
100m Borboleta Masc – 1) Albert Subirats – Venezuela - 51s90 – RC / 2) Santiago Grassi – Argentina – 52s44 / 3) Marcos Barale – Argentina – 53s87 / 7) Leonardo de Deus – Brasil – 54s38/ 9) Henrique Rodrigues – 55s05 (eliminatórias)
200m Peito Fem – 1) Julia Sebastina – Argentina – 2m27s03 – Recorde Sul-Americano e RC / 2) Macarena Ceballos – Argentina – 2m30s08 / 3) Mercedes Toledo – Venezuela – 2m31s61 / 4) Pamela Alencar – 2m31s85 / 11) Ana Giulia Zortea – 2m48s00 (eliminatórias)
200m Peito Masc – 1) Carlos Claverie – Venezuela – 2m10s44 – RC / 2 ) Carlos Mahecha – Colômbia – 2m16s87 / 3) Henrique Barbosa – Brasil – 2m16s57
800m Livre Fem – 1) Andreina Pinto – Venezuela – 8m32s31 – RC / 2) Cecilia Biagioli – Argentina – 8m42s82 / 3) Samantha Arevalo – Equador – 8m47s20 / 4) Bruna Primati – Brasil – 8m48s59
1500m Livre Masc – 1) Esteban Enderica – Equador – 15m08s57 – RS e RC / 2) Martin Carrizo – Argentina – 15m16s67 / 3) Alejandro Gomes – Venezuela – 15m31s69
4X100m Medley Fem – 1) Argentina – 4m07s43 – RC / 2) Brasil – Natalia de Luccas, Pamela Alencar, Daynara de Paula e Manuella Lyrio – 4m08s57 / 3) Venezuela – 4m41s94
4X100m Medley Masc – 1) Venezuela – 3m36s88 / 2) Brasil – Guilherme Guido, Henrique Barbosa, Leonardo de Deus e Pedro Spajari – 3m39s17 / 3) Argentina – 3m40s41

Mariana de Sá
Fonte CBDA
Fotos: Satiro Sodré / SSPress / CBDA

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