domingo, 7 de dezembro de 2014

Cesar Cielo é campeão mundial nos 100 m livre em Doha


O velocista repetiu o ouro de Dubai/2010, ainda venceu o 4×100 m medley com Guilherme Guido, Felipe França e Marcos Macedo e deixa Doha com 5 medalhas, 3 de ouro e 2 de bronze


Foto 1 Cesar Cielo se emociona no pódio dos 100 m livre
São Paulo – O brasileiro Cesar Cielo fechou sua participação no 12º Mundial em Piscina Curta de Doha, no Catar, de forma excepcional. Cielo ganhou o bicampeonato mundial dos 100 m livre num duelo com o francês Florent Manaudou, no Hamad Aquatic Center, neste domingo (7/12/2014), com 45s75 – ficou a um centésimo do seu recorde sul-americano (45s74, do título do Mundial de Dubai, em 2010). Manaudou levou a prata (45s81) e o russo Danila Izotov o bronze (46s09). Cesar Cielo ainda fechou o revezamento 4×100 m medley do Brasil com mais uma medalha de ouro e deixa Doha com cinco medalhas. O Brasil ficou em primeiro no quadro de medalhas do Mundial, com 7 ouros, 1 prata e 2 bronzes.
“Isso é inédito para o Brasil. Estou contente demais com o meu 100 livre e por ter feito parte desse revezamento (4×100 m medley) foi um dos momentos mais importantes da minha carreira. Acho que posso comparar com a Olimpíada de Pequim, o Mundial de Barcelona…”, resumiu Cielo.
Sobre os 100 m livre disse que o que fez na piscina era o filme que passou na sua cabeça na véspera. Manaudou passou os primeiros 50 metros na frente, mas Cielo foi buscar e tomou vantagem no restante da prova, especialmente nos últimos 25 metros. “Imaginei que ele iria travar no final, ele está muito rápido para aguentar essas quatro piscinas. Eu estou nadando, por algum motivo – deve ser o treinamento que a gente fez -, esse terceiro 25 m de um jeito muito fácil. O final foi uma briga de cachorro, de quem estava doendo menos… Acho que eu queria mais, acho que eu queria um pouquinho mais do que ele”, afirmou Cesar Cielo.


Foto 2 Cesar Cielo mostra ouro dos 100 m livre
Neste Mundial, Cielo ficou com o bronze nos 50 m livre (20s88), prova que se preparou para vencer. Mas soube se recuperar rapidamente, para levar o ouro nos 100 m livre. “Esquecer não, mas você tem de aprender. Esporte é assim mesmo, um dia você perde, outro ganha. O mais importante é fazer o seu melhor o tempo todo. No nosso caso é bater a mão na borda e ter a certeza que o nosso melhor ficou na piscina. A minha decepção nos 50 m livre foi isso: bati e sabia que não era o que eu podia ter feito. Poderia não ter ganho com 20s2 como o Manaudou fez, mas acredito que tinha uma prova melhor dentro de mim.”
Cielo voa e Brasil busca ouro em revezamento
No 4×100 m livre, o Brasil teve Guilherme Guido (50s11), Felipe França (56s73), Marcos Macedo (49s63) e Cesar Cielo (44s67) para levar o ouro (3min21s14). Os Estados Unidos ficaram em segundo (3min21s49) e a França em terceiro (3min22s26). Guilherme Guido e Felipe França mantiveram o revezamento em terceiro, Marcos Macedo entregou para Cielo em quarto – num duelo de gigantes com Ryan Lochte, dos EUA, o brasileiro foi buscar o ouro.
“O grupo fez um trabalho excepcional, me deixando numa situação tranquila. Nadar o revezamento é incrível, dividir o pódio com os amigos é muito bacana.” Cielo fez um elogio ao companheiro Felipe França, que ganhou cinco medalhas de ouro no Mundial de Doha, dizendo que o Prêmio Brasil Olímpico deveria incluir o nome de Felipe França na lista dos melhores do ano. “São 5 medalhas de ouro no Mundial, ele é o melhor nadador do Brasil no ano. Eu sei que já saíram os três finalistas, mas eu acho que ele merece estar na final também.”


Foto 3 Guilherme Guido, Felipe França, Marcos Macedo e Cesar Cielo
Quadro de medalhas: Inédito e empolgante
Cesar Cielo fechou o Mundial de Doha com cinco medalhas, três de ouro (4×50 m medley, 100 m livre e 4×100 m medley) e duas de bronze (4×50 m livre misto e 50 m livre). Foi a 16ª medalha de Cesar Cielo em Mundiais, dez delas conquistadas em piscina de 25 metros. No balanço do Mundial, elogiou o trabalho das comissões técnicas e dos nadadores do Brasil. “A natação se coloca como um dos maiores esportes do Brasil. Terminar entre os melhores do mundo é inédito, empolgante. Estava conversando com o França antes da prova dele. Me viu ganhando os 100 m livre e falou ‘vou ganhar também’, a Etiene também, é um efeito bola de neve super positivo, super bacana. Eu espero que a gente continue nessa pegada”, disse, observando que o profissionalismo tomou conta da natação após 2008.
Ainda disse que espera que essa geração continue trabalhando para obter resultados como o do Mundial. “É uma nova era da natação e eu espero que o brasileiro esteja vendo dessa forma. Essa geração veio para ser muito vitoriosa e o primeiro passo foi dado da melhor forma possível.” Cielo disse que é bom “liderar pelo exemplo” assim como ele e Thiago Pereira sempre fizeram. E brincou: “E olha que eles aprendem rápido! Olha o tanto de medalhas que ganhamos!”
De volta ao Brasil, Cesar Cielo ainda disputa o Open de Natação, de 16 a 20, no Botafogo, no Rio, com a sua equipe, a Fiat/Minas.

Foto Satiro Sodré



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