domingo, 31 de janeiro de 2016

First parathlete to complete the Mar Grande – Salvador crossing


The swimmer Mônica Veloso overcame her own limits when completing the circuit in 1997

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Mônica Veloso completed her first Mar Grande – Salvador crossing in 1997, in three hours and 50 minutes/ Photo: Record Holder Archive

The Brazilian athlete from Bahia, Rita Mônica de Cássia Silva Andrade Veloso, known only as Mônica Veloso, made the RankBrasil list in 2015 for the record of the first parathlete to complete the Mar Grande – Salvador crossing (All Saints’ Bay, in Bahia).

The swimmer overcame her own limits when completing the circuit in 1997, concluding the race in three hours and 50 minutes. In 1998, with more experience, she did it again, this time in three hours and 36 minutes. The circuit is 12 km in a straight line, but since she has to leave the track to bypass the tides, she swims about 2 km more.
According to the parathlete, for the individual with disabilities, the biggest obstacle is the sea current. "Since I can’t move my legs, I have to overcome this challenge using only my arms. My big advantage was searching for the best route, with more favorable currents," she emphasizes.
The record holder started crossing the open sea in 1985 and has already completed 210 marathons, with races in Brazil and in other countries like the United States, Costa Rica, Mexico, Argentina, Germany and Chile. "I have a special attraction for the sea because often the same route is different on each tide," she reveals.
She states that swimming in a pool is more difficult because she cannot jump from the starting platform, perform the backstroke turn, nor give impulse with her legs. “At sea I feel freer, without monotony. Everything happens in an unexpected way: it’s necessary to overcome stage by stage, in every meter.”
Mônica says that the record with RankBrasil is an appreciation of all her effort and dedication. “To win a challenge of this magnitude is very rewarding. It’s a physical and psychological triumph”. According to the Brazilian, this recognition leads to new projects. “It makes me more accountable to those who want to compete for a Brazilian title, because I become a reference”.

In addition, according to her, the record transforms the parathlete into a reliable product in the eyes of society, the media and the sports and business community. “And that certainly opens many doors for future sponsorships” she claims.

Difficulties
Mônica has a bachelor’s degree in Drawing and Plastic Art by Universidade Federal da Bahia (UFBA) and worked as a teacher for 14 years. She had polio as a child and began to swim through medical advice. The disease affected both of her legs, making her use orthosis, then crutches and cane, and nowadays, at 56 years old, she needs a wheelchair to get around.

The record holder says that accessibility is the main difficulty in the country, besides the absence of public health policies and the lack of qualified equipment to ensure the mobility of people with disabilities. According to her, other important adjustments that would benefit all disabled people are the opening of qualification workforce and the labor market, and public transportation that respects each limitation.


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According to the record holder, for the individual with disabilities, the biggest challenge of the circuit is the sea current. / Photo: Athlete’s Archive

She also states that credibility only comes after a lot of sweat and perseverance. "Without support, it´s a huge challenge." Another obstacle, according to Monica, is the lack of training structures and resources to achieve good preparation. "The parathlete in Brazil shortens his career for lack of stimulation and lack of a policy that guarantees competitiveness for longer periods of time", she adds.
Achievements and new challenges
Besides being the only parathlete to perform so many crossings in the open sea, Mônica highlights other achievements like her 1500m freestyle World record, 800m freestyle American record, three Brazilian records in Paralympic circuit of the Brazilian Paralympic Committee and three North/Northeast Paralympic Records.

Mônica was also the Parathlete of the Year by the Brazilian Association of Sports in Wheelchair (ABRADECAR) and several times chosen as Parathlete of the Year by the Superintendence of Sports in the State of Bahia and by the Sportswriters Association of Bahia (ABCD).
She also won several awards from sports media. "Having won races in swimming pools and open sea currents, with less disability and at a younger age was rewarding. However, my greatest achievement was the Mar Grande – Salvador crossing “she adds.
Among the new challenges, Mônica would like to swim around the Statue of Liberty (United States), the Capri – Naples crossing (Italy) and the Strait of Gibraltar (between Europe and Africa). "I will definitely repeat the Mar Grande-Salvador Crossing, next time as a family, with my son who completed the circuit once, and with my sister, who is also a swimmer, has performed this crossing five times, and is my greatest encourager."
PPNE Model
The record holder is also a photographic model for Persons with Special Needs (or PPNE, the Portuguese abbreviation). “When conquering new spaces I seek for the equality of values.” According to her, when she started as a PPNE model, she was able to show that perfection is in the attitude and accomplishment is in courage. “The wish of expanding these possibilities is in the trilogy: I want, I can, I succeed. Nothing can get in my way.” She concludes.
Tradução Renata Lamonega
Fonte Blog Francisswim Esportes Aquáticos
Francismar Siviero



Primeira paratleta a concluir a travessia Mar Grande – Salvador
A nadadora Mônica Veloso superou seus próprios limites ao realizar o percurso no ano de 1997

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Mônica Veloso completou a primeira travessia Mar Grande – Salvador no ano de 1997, em três horas e 50 minutos / Foto: Arquivo recordista
A baiana Rita Mônica de Cássia Silva Andrade Veloso, que é conhecida apenas como Mônica Veloso, entra para o RankBrasil em 2015 pelo recorde de Primeira paratleta a concluir a travessia Mar Grande – Salvador (Baía de Todos os Santos, na Bahia).
A nadadora superou seus próprios limites ao realizar o percurso em 1997, completando a prova em três horas e 50 minutos. No ano de 1998, com mais experiência fez novamente o trecho em três horas e 36 minutos. O trajeto é de 12 km em linha reta, mas como ela precisa sair da rota para driblar as marés, nada aproximadamente 2 km a mais. 
De acordo com a paratleta, para o portador de deficiência as correntes marítimas são o maior obstáculo. “Como não bato as pernas tenho que vencer esse desafio no braço. Meu grande diferencial foi procurar o melhor percurso, com correntes mais favoráveis”, destaca.
A recordista começou as travessias em mar aberto em 1985 e já completou 210 maratonas, com provas no Brasil e também em outros países como Estados Unidos, Costa Rica, México, Argentina, Alemanha e Chile. “O mar me atrai principalmente porque muitas vezes o mesmo percurso é diferente a cada maré”, revela. 
Conforme ela, nadar em piscina é mais difícil por não conseguir cair do bloco de largada, fazer virada olímpica e nem dar impulsos com as pernas. “No mar eu me sinto mais livre, sem monotonia. É tudo de forma imprevista: é necessário superar etapa por etapa, a cada metro”.

Mônica diz que o recorde junto ao RankBrasil é uma valorização de todo esforço e dedicação. “Vencer um desafio desse porte é muito bom. É uma superação física e psicológica”. Segundo a baiana, esse reconhecimento a leva para novos projetos. “Isso me faz mais responsável perante aqueles que querem tentar um título brasileiro, pois me torno uma referência”.
Para a nadadora, ao mesmo tempo o recorde transforma o paratleta em um produto confiável aos olhos da sociedade, da comunidade esportiva, da mídia e do empresariado. “O que com certeza abre muitas portas para futuros patrocínios”, afirma.

Dificuldades
Mônica é formada em Licenciatura em Desenho e Plástica pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) e atuou como professora durante 14 anos.
Teve poliomielite ainda criança e começou a nadar por recomendação médica. A doença comprometeu ambos os membros inferiores: já fez uso de órtese progredindo para muletas/bengala e atualmente, aos 56 anos, precisa de cadeira de rodas para se locomover.
Conforme a recordista, a acessibilidade é a principal dificuldade no país, além da ausência de políticas públicas de saúde e a falta de equipamentos de qualidade para garantir a mobilidade das pessoas. Segunda ela, outras reivindicações importantes que beneficiariam a todos os deficientes são a abertura de qualificiação de mão de obra e do mercado de trabalho, e transporte público que respeite cada limitação. 


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De acordo com a recordista, para o portador de deficiência as correntes marítimas são o maior obstáculo do percurso / Foto: Arquivo recordista
Enquanto paratleta, afirma que a credibilidade só chega depois de muita luta e de mostrar a capacidade. “Sem um apoio é um grande desafio”. Outro obstáculo, segundo Mônica, é a ausência de estrutura de treinamento e recursos para uma boa preparação. “O paratleta no Brasil encurta sua carreira por falta de estímulo e de uma política que garanta a competitividade por mais tempo”, comenta. 
Conquistas e novos desafios
Além de ser a única paratleta a realizar tantas travessias em mar aberto, Mônica destaca outras conquistas como o recorde mundial dos 1500m nado livre, recorde americano dos 800m nado livre, três recordes brasileiros em circuito paralímpico do Comitê Paralímpico Brasileiro e três recordes norte/nordeste paralímpico.
A baiana também foi a paratleta do Ano pela Associação Brasileira de Desporto em Cadeira de Rodas (ABRADECAR) e várias vezes paratleta do Ano pela Superintendência do Desporto do Estado da Bahia e pela Associação Baiana dos Cronistas Desportivos (ABCD). 
Ela ainda conquistou vários prêmios de mídias esportivas. “Ter vencido provas de piscina e mar aberto com correntes, com menos deficiência e muito menos idade foi compensador. Mas minha grande conquista foi a travessia Mar Grande – Salvador”, comenta.
Entre os novos desafios, Mônica gostaria de realizar a volta na Estátua a Liberdade (Estados Unidos), a travessia Capri – Nápoles (Itália) e o Estreito de Gibraltar (entre Europa e África). “Com certeza farei novamente a travessia Mar Grande – Salvador, desta vez em família, com meu filho que fez o trajeto uma vez e com minha irmã, também nadadora, que já realizou o percurso cinco vezes e é minha grande incentivadora”. 

Modelo PPNE
A recordista também é modelo fotográfico para Pessoas Portadoras de Necessidades Especiais (PPNE). “Ao conquistar novos espaços busco uma igualdade de valores”, diz. Segundo ela, ao se lançar como modelo PPNE conseguiu mostrar que a perfeição está na atitude e a realização está na coragem.
“A vontade de ampliar essas possibilidades está na trilogia: eu quero, eu posso, eu consigo. Nada me impede de nada”, finaliza.
Fonte Blog Francisswim Esportes Aquáticos

Francismar Siviero


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