quinta-feira, 18 de agosto de 2016

BRASILEIROS JOGAM NO SÁBADO PELO 7º LUGAR DO POLO AQUÁTICO DA RIO 2016


O placar não foi o esperado, mas pelo alto nível e história do adversário, a derrota em si acaba sendo normal. Na disputa do 5º ao 8º lugar do torneio olímpico de polo aquático masculino, a seleção brasileira perdeu para a Hungria por 13 a 4 (4-1, 3-0, 4-3, 2-0). Pela fase de grupos, a partida foi mais parelha: Hungria 10 x 6 Brasil. Os brasileiros enfrentarão agora a Espanha, derrotada por 9 a 7 pela Espanha pela disputa do 7º lugar, às 11h40, no próximo sábado, 20/8, no Estádio Aquático (horário a ser confirmado). Gregos e húngaros lutarão pelo 5º lugar. A Croácia está na luta pelo bicampeonato olímpico após derrotar Montenegro por 12 a 8 na semifinal. 
Os gols do Brasil foram de Ádria Delgado (2), Crivella e Perrone. Para a Hungria marcaram Denes Varga (capitão do time – 2 gols) Daniel Varga, Marton Szivos, Adam Decker, Marton Vamos, Gabor Kis, Gergo Zalanki, Balazs Harai e Balazs Erdelyi (4).
Era visível que a motivação não era a mesma, depois do bom desempenho nas quartas-de-final contra a Croácia, em que este grupo de jogadores chegaram a sonhar em escrever mais uma página histórica em seu currículo, uma inédita semifinal olímpica. Como disse o capitão Felipe Perrone, os húngaros, nove vezes campeão olímpico, também entraram desmotivados, mas sua superioridade dá vazão a manter um alto padrão técnico.
Os quartos iniciais mostram o quanto a Hungria foi superior na primeira metade do jogo. No terceiro período, o time brasileiro melhorou e teve seu melhor desempenho. Poderia até ter empatado o quarto, não fosse um penalti, cobrado por Ádria - artilheiro brasileiro na partida com dois gols - ser defendido pelo goleiro Viktor Nagy, entre os dois gols seguidos feitos pelo Brasil, no 2 a 9 e 3 a 9.
- Vendo a história da Hungria, com alguns dos melhores jogadores do mundo, você sabe que para conseguir algo contra eles tem que entrar a 200%. A nossa derrota nas quartas-de-final deu uma baixada de motivação no pessoal, o que também aconteceu com os húngaros, mas eles têm uma qualidade tão grande, que eles conseguem jogar bem assim, e a gente não. Mais um aprendizado pra nós. Quanto à saída dos dois jogadores nos entristeceu pois estão com a gente há mais de dois anos e não ficaram conosco neste final de Jogos, mas não teve impacto nenhum no jogo. Falei com ambos depois do corte, estão conscientes que erraram, e nada contestaram, somente pediram desculpas ao grupo, pois deixaram o time com menos dois jogadores para revezar na piscina. No restante, sou apenas um jogador aqui, que ainda tem mais um jogo a disputar e entrar em polêmica agora só vai prejudicar o grupo – conclui Perrone, em opinião compartilhada com o treinador Ratko Rudic.
- Jogamos muito abaixo do que poderia. Começamos a partida sem energia, motivação, vontade…. Após o jogo contra a Croácia, que sonhamos em ganhar, tivemos um abalo psicológico. Mas em dois anos, uma equipe que estava fora do grupo das principais equipes, conseguiu chegar com possibilidade de entrar na Semifinal e jogou bem as quartas-de-final. Mas é uma equipe sem experiência num campeonato muito duro e que pode disputar melhor as próximas Olimpíadas – resumiu Rudic.

Ives Alonso Gonzales também falou sobre a segunda derrota brasileira diante da forte Hungria.
- Com certeza, chegarmos até aqui, sabendo que poderia ter conseguido um posto melhor, não é segredo para ninguém que obviamente por mais que tentar o 5º lugar seja importante para nós, a cabeça não é a mesma. Mas não justifica. Tentamos jogar, mas a Hungria é uma das grandes do polo e poderia estar entre os quatro. Jogamos com desejo, vontade, mesmo com dois jogadores a menos, não entregamos em nenhum momento. Agora, o 7º lugar é uma meta importantíssima pois queremos fechar com chave de ouro e penso que esta 7ª posição é tão importante como ter chegado às quartas-de-final, não tem menor valor. Tentaremos dar tudo na água. Acredito que será contra a Espanha, pois vejo a Grécia, um degrau acima, mas isto é decidido é na água, senão a Hungria não estaria aqui, e sim, na semifinal – afirmou Ives.


Sequência de gols
1º quarto: Hungria 1 x 0 (#4 Erdel) / Hungria 2 x 0 (#10 Denes Varga) / Brasil 1 x 2 (#7 Ádria – pelo centro) / Hungria 3 x 1 (#7 Decker – longa distância) / Hungria 4 x 1 (#4 Erdel – homem a mais)

 2º quarto: Hungria 5 x 1 (#5 Vamos – longa distância) / Hungria 6 x 1 (#9 Daniel Varga – longa distância) / Hungria 7 x 1 (#8 Szivos)

 3º quarto: Hungria 8 x 1 (# 4 Erdelyi – longa distância) / Hungria 9 x 2 (#4 Erdelyi) / Brasil 2 x 9 (#7 Ádria) / Brasil 3 x 9 (#10 Perrone – longa distância) / Hungria 10 x 3 (#12 Harai – homem a mais) / Brasil 4 x 10 (#2 Crivella – longa distância) / Hungria 11 x 4 (#11 Kis – homem a mais)

 4º quarto: Hungria 12 x 4 (#2 Zalanki) / Hungria 13 x 4 (#10 Denes Varga – pelo centro)
Resultados dia 18/8, 5ª feira - no Estádio Aquático Olímpico
Disputa do 5º ao 8º lugar: Hungria 13 x 4 Brasil / Espanha x Grécia
Semifinal = Montenegro 8 x 12 Croácia / Sérvia x Itália
Obs: Os demais resultados serão colocados neste espaço, mais tarde.
Próximos Jogos - Dia 18/8 - 5ª feira - Estádio Aquático Olímpico (horários a confirmar)
Disputa do 7º lugar: Brasil x Espanha ou Grécia / Disputa do 5º lugar: Hungria x Espanha ou Grécia
Disputa do Bronze: / FINAL:
Seleção Brasileira: 1 - Slobodan Soro (goleiro) / 2 - Jonas Crivella / 3 - Rudá Franco / 4 - Ives Gonzales / 5 - Paulo Salemi / 6 - Bernardo Gomes / 7 - Ádria Delgado / 8 - Felipe "Charuto" Silva / 9 - Bernardo Reis Rocha / 10 - Felipe Perrone (capitão) / 11 - Gustavo "Grummy" Guimarães / 12 - Josip Vrlic / 13 - Vinícius Antonelli (goleiro). Técnico: Ratko Rudic / Auxiliares-técnicos: Ângelo Coelho e Eduardo Abla (Duda) / Preparador-físico: William Morales / Vídeo-analista: João Brandão / Chefe da equipe: Ricardo Cabral.
Fotos: Satiro Sodré / SSPress / CBDA

Eliana Alves / Souza Santos / Mariana de Sá
O placar não foi o esperado, mas pelo alto nível e história do adversário, a derrota em si acaba sendo normal. Na disputa do 5º ao 8º lugar do torneio olímpico de polo aquático masculino, a seleção brasileira perdeu para a Hungria por 13 a 4 (4-1, 3-0, 4-3, 2-0). Pela fase de grupos, a partida foi mais parelha: Hungria 10 x 6 Brasil. Os brasileiros enfrentarão agora a Espanha, derrotada por 9 a 7 pela Espanha pela disputa do 7º lugar, às 11h40, no próximo sábado, 20/8, no Estádio Aquático (horário a ser confirmado). Gregos e húngaros lutarão pelo 5º lugar. A Croácia está na luta pelo bicampeonato olímpico após derrotar Montenegro por 12 a 8 na semifinal. 
Os gols do Brasil foram de Ádria Delgado (2), Crivella e Perrone. Para a Hungria marcaram Denes Varga (capitão do time – 2 gols) Daniel Varga, Marton Szivos, Adam Decker, Marton Vamos, Gabor Kis, Gergo Zalanki, Balazs Harai e Balazs Erdelyi (4).
Era visível que a motivação não era a mesma, depois do bom desempenho nas quartas-de-final contra a Croácia, em que este grupo de jogadores chegaram a sonhar em escrever mais uma página histórica em seu currículo, uma inédita semifinal olímpica. Como disse o capitão Felipe Perrone, os húngaros, nove vezes campeão olímpico, também entraram desmotivados, mas sua superioridade dá vazão a manter um alto padrão técnico.
Os quartos iniciais mostram o quanto a Hungria foi superior na primeira metade do jogo. No terceiro período, o time brasileiro melhorou e teve seu melhor desempenho. Poderia até ter empatado o quarto, não fosse um penalti, cobrado por Ádria - artilheiro brasileiro na partida com dois gols - ser defendido pelo goleiro Viktor Nagy, entre os dois gols seguidos feitos pelo Brasil, no 2 a 9 e 3 a 9.
- Vendo a história da Hungria, com alguns dos melhores jogadores do mundo, você sabe que para conseguir algo contra eles tem que entrar a 200%. A nossa derrota nas quartas-de-final deu uma baixada de motivação no pessoal, o que também aconteceu com os húngaros, mas eles têm uma qualidade tão grande, que eles conseguem jogar bem assim, e a gente não. Mais um aprendizado pra nós. Quanto à saída dos dois jogadores nos entristeceu pois estão com a gente há mais de dois anos e não ficaram conosco neste final de Jogos, mas não teve impacto nenhum no jogo. Falei com ambos depois do corte, estão conscientes que erraram, e nada contestaram, somente pediram desculpas ao grupo, pois deixaram o time com menos dois jogadores para revezar na piscina. No restante, sou apenas um jogador aqui, que ainda tem mais um jogo a disputar e entrar em polêmica agora só vai prejudicar o grupo – conclui Perrone, em opinião compartilhada com o treinador Ratko Rudic.
- Jogamos muito abaixo do que poderia. Começamos a partida sem energia, motivação, vontade…. Após o jogo contra a Croácia, que sonhamos em ganhar, tivemos um abalo psicológico. Mas em dois anos, uma equipe que estava fora do grupo das principais equipes, conseguiu chegar com possibilidade de entrar na Semifinal e jogou bem as quartas-de-final. Mas é uma equipe sem experiência num campeonato muito duro e que pode disputar melhor as próximas Olimpíadas – resumiu Rudic.
Ives Alonso Gonzales também falou sobre a segunda derrota brasileira diante da forte Hungria.
- Com certeza, chegarmos até aqui, sabendo que poderia ter conseguido um posto melhor, não é segredo para ninguém que obviamente por mais que tentar o 5º lugar seja importante para nós, a cabeça não é a mesma. Mas não justifica. Tentamos jogar, mas a Hungria é uma das grandes do polo e poderia estar entre os quatro. Jogamos com desejo, vontade, mesmo com dois jogadores a menos, não entregamos em nenhum momento. Agora, o 7º lugar é uma meta importantíssima pois queremos fechar com chave de ouro e penso que esta 7ª posição é tão importante como ter chegado às quartas-de-final, não tem menor valor. Tentaremos dar tudo na água. Acredito que será contra a Espanha, pois vejo a Grécia, um degrau acima, mas isto é decidido é na água, senão a Hungria não estaria aqui, e sim, na semifinal – afirmou Ives.


Sequência de gols
1º quarto: Hungria 1 x 0 (#4 Erdel) / Hungria 2 x 0 (#10 Denes Varga) / Brasil 1 x 2 (#7 Ádria – pelo centro) / Hungria 3 x 1 (#7 Decker – longa distância) / Hungria 4 x 1 (#4 Erdel – homem a mais)

 2º quarto: Hungria 5 x 1 (#5 Vamos – longa distância) / Hungria 6 x 1 (#9 Daniel Varga – longa distância) / Hungria 7 x 1 (#8 Szivos)

 3º quarto: Hungria 8 x 1 (# 4 Erdelyi – longa distância) / Hungria 9 x 2 (#4 Erdelyi) / Brasil 2 x 9 (#7 Ádria) / Brasil 3 x 9 (#10 Perrone – longa distância) / Hungria 10 x 3 (#12 Harai – homem a mais) / Brasil 4 x 10 (#2 Crivella – longa distância) / Hungria 11 x 4 (#11 Kis – homem a mais)

 4º quarto: Hungria 12 x 4 (#2 Zalanki) / Hungria 13 x 4 (#10 Denes Varga – pelo centro)
Resultados dia 18/8, 5ª feira - no Estádio Aquático Olímpico
Disputa do 5º ao 8º lugar: Hungria 13 x 4 Brasil / Espanha x Grécia
Semifinal = Montenegro 8 x 12 Croácia / Sérvia x Itália
Obs: Os demais resultados serão colocados neste espaço, mais tarde.
Próximos Jogos - Dia 18/8 - 5ª feira - Estádio Aquático Olímpico (horários a confirmar)
Disputa do 7º lugar: Brasil x Espanha ou Grécia / Disputa do 5º lugar: Hungria x Espanha ou Grécia
Disputa do Bronze: / FINAL:
Seleção Brasileira: 1 - Slobodan Soro (goleiro) / 2 - Jonas Crivella / 3 - Rudá Franco / 4 - Ives Gonzales / 5 - Paulo Salemi / 6 - Bernardo Gomes / 7 - Ádria Delgado / 8 - Felipe "Charuto" Silva / 9 - Bernardo Reis Rocha / 10 - Felipe Perrone (capitão) / 11 - Gustavo "Grummy" Guimarães / 12 - Josip Vrlic / 13 - Vinícius Antonelli (goleiro). Técnico: Ratko Rudic / Auxiliares-técnicos: Ângelo Coelho e Eduardo Abla (Duda) / Preparador-físico: William Morales / Vídeo-analista: João Brandão / Chefe da equipe: Ricardo Cabral.
Fotos: Satiro Sodré / SSPress / CBDA
Eliana Alves / Souza Santos / Mariana de Sá









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