domingo, 31 de julho de 2016

SONHO OLÍMPICO MINAS SERÁ REPRESENTADO POR OITO NADADORES NA RIO 2016




A equipe Minas será representada por oito nadadores nos Jogos Olímpicos Rio 2016. É a maior delegação da história da natação do Clube em uma Olimpíada e, para alcançar essa expressiva marca, foram anos de muito trabalho. A série de reportagens “Fiat/Minas – A construção do sonho olímpico” retrata toda a trajetória da equipe no último ciclo, assim como os principais pontos do planejamento, e mostra que, para classificar um atleta para uma Olimpíada, existe um trabalho intenso nos bastidores, com grandes profissionais. Nesta primeira reportagem, acompanhe o início do planejamento.
O início e o projeto
Tudo começou em 2010, quando nasceram a ideia e a vontade da diretoria em montar uma grande equipe olímpica de natação. O primeiro passo foi fazer o planejamento para os próximos anos, que atendesse ao ciclo olímpico dos Jogos Rio 2016. Uma reunião da diretoria minastenista com a diretoria foi o passo seguinte e o que selou o início de uma parceria duradoura e vitoriosa. A partir daí, foi iniciado o “Projeto Olímpico Minas Rio 2016”, um projeto incentivado que tinha como principal premissa cumprir os ousados objetivos propostos. Partindo da perspectiva de quatro nadadores classificados para os Jogos Londres 2012, o projeto tinha como uma das metas dobrar esse número para a Rio 2016.
“Na reunião entre as diretorias, apresentamos um projeto com objetivos e metas bem definidos. Com o apoio do presidente à época, Sergio Bruno Zech Coelho, e do diretor de Esportes à época, Luiz Gustavo Lage, elaboramos junto ao nosso departamento científico um projeto ousado, mas que seria cumprido. Não seria um projeto para constar no papel”, explicou o diretor de Natação do Minas, Carlos Antonio da Rocha Azevedo, o Rochinha.
No início, o projeto assustou. Não seria fácil dobrar o número de classificados e alcançar 30% da seleção brasileira classificada para a Rio 2016, outro objetivo proposto. Mas, o acordo já havia sido firmado e, a partir daquele momento, era preciso trabalhar para alcançar as metas. A execução começou no fim de 2011, com a chegada do treinador australiano Scott Volkers. “Precisávamos de um grande salto de qualidade, afinal de contas tínhamos quatro atletas classificados para Londres e buscávamos ter nove ou dez em 2016. Trouxemos o Scott, que, além da qualidade técnica, seria também um ‘transmissor’ de conhecimento. Todos estariam perto de um treinador experiente e vencedor, com conquistas de medalhas olímpicas, e que poderia dar suporte e apoio mental, técnico e psicológico aos nossos atletas e comissão técnica”, comentou Rochinha.
Com o trabalho iniciado, também vieram algumas dificuldades, como a crise financeira no Brasil. O momento de instabilidade afetou em partes o aporte financeiro feito no início do projeto. Mesmo assim, se manteve ao lado do Minas, e o Clube decidiu dar prosseguimento ao trabalho. “Tivemos percalços, mas sabíamos aonde queríamos chegar. Nesse período, tivemos a crise, que é uma coisa que foge do nosso controle e do controle das empresas. Seria fácil usar isso como desculpa e fugir dos objetivos, mas não foi isso que foi feito. Iniciamos em uma situação e chegamos em 2016 em um momento financeiro completamente diferente, mas conseguimos. A instituição Minas, como um todo, abraçou o projeto e o planejamento, e fomos vencendo etapas”, ponderou o diretor de Natação do Minas.
Outros ajustes também foram feitos na equipe. Dos oito atletas hoje classificados para a Rio 2016, apenas Miguel Valente, formado nas categorias de base do Clube, está presente desde o primeiro momento. Com um perfil de equipe traçado no projeto, o Minas foi trazendo atletas que pudessem agregar, como Nicolas Oliveira, também formado no Clube, mas que estava nos Estados Unidos há dez anos. Referência, Nicolas veio para liderar a equipe dentro e fora das piscinas. No decorrer das temporadas, também vieram Henrique Martins, Ítalo Manzine, Marcos Macêdo, Daiene Dias, Kaio Márcio, além de Thiago Pereira e Cesar Cielo. Segundo Rochinha, apesar de não estar classificado para os Jogos, Cielo, um dos maiores ídolos da natação, foi importante para dar cunho olímpico ao time Minas.
Também ao longo das temporadas do ciclo olímpico, a equipe foi se mostrando vencedora e que estava no caminho certo. Foi campeã do Troféu Maria Lenk em 2011, após 13 anos. Em 2013, só deu Minas. A equipe foi campeã de tudo e conquistou todos os cinco títulos da categoria Adulta: Troféu Maria Lenk, Brasileiro Sênior de Inverno, Troféu José Finkel, Torneio Open e Brasileiro Sênior de Verão. Além disso, conquistou o pentacampeonato consecutivo do Troféu José Finkel, de 2011 a 2015.
O Minas
Luiz Gustavo Lage também esteve presente desde o início do projeto. No primeiro momento, Lage era o diretor de Esportes do Clube, e, no meio do projeto, assumiu como presidente, já em 2014. Em nome do Minas, Luiz Gustavo falou sobre o todo o ciclo olímpico da natação e comemorou os resultados alcançados por todos. “É um orgulho grande quando você estabelece metas lá atrás e vê que você conseguiu alcançá-las. Todas as conquistas da natação neste ciclo vieram de um trabalho em equipe que nasceu há anos. Fizemos um planejamento muito bacana, isso nos traz orgulho e a certeza de que estamos no caminho certo. Tivemos uma dificuldade, mas, no estágio em que estávamos, não tínhamos por que não continuar, já era um projeto que apresentava muitos resultados positivos. O planejamento é uma das razões do sucesso, mas a essência está nas pessoas que o conduzem. A nossa área científica melhorou muito, nossa gerência de trabalho multidisciplinar, os treinadores, atletas, a chefia de departamento, o diretor, todos. A diretoria deu diretriz e política, determinando que queria um projeto vencedor no futuro, e depois vieram os parceiros e os executivos, que realmente fizeram a coisa acontecer. Foi um trabalho bacana, que prova que o planejamento a longo prazo faz a diferença. Esse é um legado que a natação nos deu, o nosso modo de pensar tem que ser voltado para um ciclo”, concluiu Luiz Gustavo Lage.
Por Débora Sampaio
Fotos: Orlando Bento
Vídeo: Gabriel Medeiros

Rochinha, ao centro, com o troféu de campeão do Maria Lenk 2013








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