segunda-feira, 25 de julho de 2016

ANA MARCELA CUNHA FOCADA PARA CONQUISTA DE UMA MEDALHA NA RIO 2016


Campeã mundial na maratona aquática de 25.000 metros em Kazan, a atleta de 24 anos diz que está focada e feliz de competir em casa.

FOTO 1 Ana Marcela Cunha com a tocha em São Paulo (Ricardo Matsukawa/VEJA.com)
Ana Marcela Cunha chega à Olimpíada do Rio de Janeiro na melhor fase de sua carreira. Em 2015, a nadadora baiana foi campeã mundial da maratona aquática de 25.000 metros, em Kazan, na Rússia, com uma atuação que lhe rendeu dois importantes prêmios:  o de Atleta do Ano concedido pelo Comitê Olímpico do Brasil e o de melhor atleta do mundo em longas distâncias, oferecido pela Federação Internacional de Natação (Fina). Ausente em Londres-2012 e na reta final de preparação para os Jogos, a atleta de 24 anos busca sua primeira medalha olímpica. Neste domingo, Ana Marcela participou do revezamento da tocha, em São Paulo, e disse estar preparada para repetir o bom desempenho da temporada do ano passado agora na Olimpíada em casa.
Como está sua preparação a esta altura? É a reta final agora. Faltam quase três semanas para a minha prova. Não vejo a hora de poder competir, estou superbem. Acabei de chegar de um treinamento de altitude, estou muito focada e agorta terei um pequeno descanso. Só não posso distrair com a alimentação, senão posso ganhar uns quilinhos. Mas estou muito focada.
Já conhece bem o território onde vai competir em Copacabana? Sim, bastante. Fizemos alguns treinamentos no circuito onde serão disputadas as provas. Fizemos quatro treinamentos lá. E além disso desde 2004, 2005, temos competições no Rio, na praia de Copacabana. E mesmo não sendo provas do circuito conheço bem o mar.
Sente pressão pela disputa em casa? Estou supertranquila. Temos muitas competições no Brasil, claro que não são os Jogos Olímpicos, mas isso não pode influenciar o atleta de forma negativa, tem de ser positiva. Temos a torcida, estamos em casa, não tem fuso horário, teremos a nossa alimentação, o nosso arroz e feijão, o nosso tempero. Não precisamos nos acostumar. Alguns vão estar na vila dos atletas, alguns grupos em outros pontos, mas estaremos sempre bem amparados. Estou tranquila em relação a isso. Acho positivo demais competir em casa.
Como você avalia as chances dos brasileiros nos Jogos? O Brasil está vindo de dois, três anos de bons resultados em vários esportes, em competições mundiais. Para os atletas que chegaram nesse nível é mais um motivo para lutar e continuar a ter bons resultados. Por ser em casa a olimpíada, todos os atletas estão esperançosos, estão treinando bem, estão muito focado para ter bons resultados. Pode ser que o Brasil não atinja o número de medalhas previsto pelo COB, mas todos os atletas vão sair da pista, da água, do tatame, de onde for, sabendo que deu 100% do que podia naquele momento.


FOTO 2 Ana Marcela Cunha carrega a tocha olímpica, na Avenida Brasil, em São Paulo (Ricardo Matsukawa/VEJA.com)
FONTE REVISTA VEJA

FOTOS RICARDO MATSUKAWZ










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