quinta-feira, 7 de julho de 2016

BRASIL SÓ PERDE PARA A CHINA EM CASOS DE DOPING NA NATAÇÃO


Até Quando? Por Ephicurus
Etiene Medeiros, principal nadadora brasileira da atualidade, foi o 30º caso de doping da natação brasileira no século XXI, colocando o Brasil na 2ª colocação entre os países com mais nadadores dopados do mundo, perdendo apenas para a China, com 33 casos no mesmo período.  A atleta foi flagrada em teste surpresa que detectou em sua urina a substância fenoterol que, segundo Marco Aurélio Klein, secretário nacional da ABCD (Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem), estimula a produção do hormônio eritropoietina e de anabolizantes e, portanto, está na lista das substâncias proibidas pela WADA/FINA.
Etiene foi absolvida pela CBDA que não viu dolo ou culpa da atleta no ato.  Isso não significa que a pernambucana nadará no Rio de Janeiro.  A palavra final é da FINA, que ainda não emitiu seu parecer.   A assessoria de imprensa da nadadora afirmou que ela está “tranquila e determinada a esclarecer o assunto e provar sua inocência. Enquanto isso, ela respeitará todos os limites impostos pelas autoridades esportivas”.
“Provar a inocência” é a resposta padrão nos casos de doping brasileiros.  Se não me falha a memória, todos os nossos “dopados” se pronunciaram inocentes.  Ninguém se dopou de propósito!  A culpa é sempre do médico, do laboratório ou da própria ingenuidade do atleta, que mesmo sendo profissional e com todos os alertas e exemplos anteriores, as vezes esquece que não pode tomar um remédio sem consultar o médico, outras vezes esquece de comunicar a CBDA que tomou algum medicamento fora do ordinário.  Nossos nadadores hoje em dia são muito esquecidos…
O que achei estranho, no entanto, foi o comunicado oficial da CBDA que diz “que nenhuma culpa ou negligência poderia ser imputada à atleta”.  Não vou entrar no mérito da culpa, pois salve uma confissão da nadadora, me parece impossível provar, mas como afirmar que a atleta não foi negligente?  Tomar um remédio proibido a poucos meses das Olimpíadas e não avisar os órgãos competentes me parece pra lá de negligente!   Se a culpa não é da atleta, é de quem?
A CBDA é sempre rápida em inocentar seus atletas.  Me parece exercer um papel equivocado.  Ao invés de criar mecanismos para combater veementemente a epidemia de doping na nossa natação, faz um papel paternalista, defendendo com unhas e dentes seus atletas, que no mínimo, são culpados de negligência.  Ou nossos nadadores estão entre os mais trapaceiros do mundo, ou estão entre os mais negligentes do mundo.  Ambas situações vergonhosas e que requerem um imediato plano de ação.  Infelizmente nosso país vai na direção contrária.  Nosso laboratório antidoping foi descredenciado pela WADA a 42 dias das Olimpíadas, jogando no lixo 180 milhões gastos pelo estado.  O Ministério Público de São Paulo fez acordo de delação premiada com 10 atletas, nomes não revelados, flagrados no exame antidoping, para tentar chegar no fornecedor.  E ainda aguardamos o nome dos 31 atletas (não sabemos se existe brasileiros entre eles) desmascarados somente agora, graças as amostras congeladas nas Olimpíadas de 2008 e 2012.
O que me entristece é que vejo nossas principais estrelas da natação lutando por causas políticas ou por mais incentivo financeiro para esportistas de ponta, mas não vejo ninguém, absolutamente ninguém, criticando quem é pego no doping e exigindo um maior controle das autoridades responsáveis.  No caso Etiene não vi nenhum pronunciamento de qualquer nadador da seleção brasileira criticando ou defendendo a nadadora.  No caso João Gomes, só pra citar os últimos dois casos, não li nenhuma crítica, mas vi nadadores olímpicos defendendo piamente a inocência do nadador.  Me parece que entre os nadadores atuais o doping é uma situação chata, mas aceita.  Na minha época, pelo menos, o dopado era tratado com desdém.  Hoje parece ser tratado como vítima, como se o doping fosse um câncer que o inocente atleta precisa superar e vencer!
A CBDA não parece estar disposta a combater essa epidemia com diligencia e claramente não vai fazer isso sem a pressão dos principais atletas e técnicos brasileiros.  Enquanto isso não acontecer, continuaremos brigando com a Rússia e China pelo pódio dos países com mais casos de doping no mundo.  Haja inocência!  Até quando?
Publicado em 4 de julho de 2016 por Lelo Menezes em Natação.



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