domingo, 9 de novembro de 2014

Tony Azevedo brilha, Sesi-SP supera experiência e violência do Pinheiros e é bicampeão Paulista de Polo Aquático


Gustavo Grummy é expulso, mas sai como artilheiro do campeonato com 39 gols

Foto Equipe de polo aquático no pódio. Foto: Lucas Dantas/Fiesp

Foi uma partida quente, como se espera de uma decisão, com todos os ingredientes. Gols, viradas, expulsões, pênaltis, discussões até sangue na água. E no final, o título que premiou a melhor equipe e o melhor jogador. Na noite desta quarta-feira (05/11), a equipe de polo aquático do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) conquistou o bicampeonato paulista na piscina da Vila Leopoldina, após vencer o Esporte Clube Pinheiros por 8×7 (1/0, 2/3, 2/3, 3/1) em jogo bastante disputado e com muita rivalidade.
O time da Vila começou bem e chegou a abrir 3-0, mas a experiência dos rivais pesou para chegar ao empate e até virar. Sem Gustavo Grummy, expulso no segundo quarto, o Sesi-SP contava com Tony Azevedo para vencer a defesa rival. Mas o craque da seleção norte-americana não conseguia escapar da marcação, então sobrou para os coadjuvantes Arthur e Herman a tarefa de manter o time na disputa. No final, aí sim pesou o fator “Tony Azevedo” e o time pôde comemorar o título, o segundo em apenas quatro anos de existência. Criado em 2010, o time adulto também já chegou à final da Liga Nacional e mostra que o trabalho deu frutos bem rápido e promete um futuro rico em taças.
O técnico André Avallone se jogou na água com seus atletas após a partida e elogiou a postura do time mesmo nos momentos mais críticos do jogo.
“O time do Pinheiros é muito bom. Muito completo, com duas peças em cada posição. A única maneira que a gente tinha era começar forte, aproveitar cada jogador 100%. Eles chegaram a abrir um gol, mas nunca mais do que isso. Soubemos trabalhar e correr atrás. E no final a estrela do Tony falou mais alto e saímos com a vitória”, disse Avallone, que resume os resultados alcançados pela equipe da Vila Leopoldina de forma bem simples.
“Um dia trabalha, no outro trabalha também e no terceiro tem mais trabalho. É assim”.


Foto Equipe comemora a conquista do bicampeonato paulista. Foto: Lucas Dantas/Fiesp

Mesmo com o título, o craque Tony Azevedo não estava com cara de bons amigos após a partida por conta do corte profundo no rosto que lhe valeu cinco pontos, mas também celebrou a forma como o time se comportou, superando na bola a maior experiência dos rivais.
“A gente começou bem, fizemos o nosso esquema como combinado e então eles começaram a bater e passar para um jogo violento. O nosso time tem menos experiência, mas conseguiu manter seu jogo e sair bem. O resultado ajuda muito a gente, foi um título contra uma equipe com jogadores na seleção. Nosso time é jovem, só perdeu uma partida esse ano e o resultado nos dá mais confiança para jogar a Liga, que é o grande objetivo esse ano”.
O jogo
O Sesi-SP começou o jogo muito bem, com gol de Arthur logo no início e depois segurou o Pinheiros. Os dois goleiros, Marcelo Chagas, do Sesi-SP, e Vinícius Antonelli, do Pinheiros, tiveram excelentes atuações, evitando mais gols na etapa. Usando os 30 segundos de posse de bola, o Sesi-SP deixou o tempo passar e administrou a etapa, mesmo com a vantagem mínima. No final do quarto, Tony chegou a ampliar, mas a arbitragem marcou falta.
O que faltou de gols no primeiro quarto, sobrou no segundo. Arthur e Grummy ampliaram o placar para o Sesi-SP, mas o time deixou o Pinheiros jogar e os rivais chegaram ao empate. Herman colocou o Sesi-SP na frente de novo, mas Marcelo empatou faltando menos de um minuto para o término, de pênalti. No final do quarto, Grummy se envolveu em confusão com Marcelo e ambos foram expulsos da partida. Menos mal para o nº 11 que sacramentou a artilharia da competição com 39 gols, dois a mais que seu xará Gustavo Coutinho, do Paulistano.
Abalado com a expulsão de Grummy no final do segundo quarto, o Sesi-SP se perdeu no início da etapa e sofreu dois gols de Michael, demorando a se encontrar de novo no jogo. Faltando apenas um minuto, Pedro diminuiu a diferença e colocou o time da Vila Leopoldina de volta na final.
O último quarto foi o mais tenso. Logo no início, Gabriel empatou para o Sesi-SP, mas a alegria durou pouco. Emílio marcou mais um para o Pinheiros, que abusava das paradas de bola e não deixava o time da casa jogar. Em uma delas, porém, acabaram cometendo pênalti, que Henrique converteu e empatou o jogo. Aí foi a hora da Fera aparecer.
Tony Azevedo havia sido bem marcado o jogo inteiro, com poucas chances de arremessar para o gol. Quando pegava na bola, a marcação era implacável e o craque não conseguia se desvencilhar. Faltando dois minutos para o término do jogo, Tony foi acertado no rosto por Emílio e teve que ir para a borda da piscina sangrando. Se ele saísse para atendimento, não poderia retornar. Os médicos fizeram uma bandagem em processo que paralisou a partida por quatro minutos, sob protesto dos jogadores e comissão técnica do Pinheiros. Mas Tony voltou e um minuto depois teve a chance que pediu o jogo todo.
Faltando apenas 42 segundos para acabar, pênalti para o Sesi-SP e o seu melhor jogador não fugiu da responsabilidade. Contra o goleiro do Pinheiros cujo apelido é Bin Laden, o brasileiro naturalizado norte-americano arremessou sem chances de defesa, colocou o time na frente e comemorou com raiva.
O Pinheiros tinha a posse de bola e a chance de mais um ataque. Mas Tony voltou para ajudar a defesa e roubou a bola, dando os 30 segundos finais para o Sesi-SP. E ao invés de nadar para o gol e tentar o contra-ataque, Tony usou sua experiência e foi para a lateral, onde gastou o tempo até o cronômetro zerar e o time poder comemorar o bicampeonato.

por Lucas Dantas, Agência Indusnet Fiesp

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