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Thursday, August 13, 2015

TROFÉU FINKEL 2015 CONTA COM MEDALHISTAS DE KAZAN - Nicholas Santos, Etiene Medeiros, Thiago Pereira, Bruno Fratus e o maratonista aquático Diogo Villarinho








Depois das emoções e da chuva de medalhas em Toronto e Kazan, a natação brasileira compete agora dentro de casa. Na próxima semana, de 2ª feira (17/8) a sábado (22/8), será disputado o 44º Troféu José Finkel de Natação, válido como Campeonato Brasileiro Absoluto, na piscina interna do Esporte Clube Pinheiros, em São Paulo/SP (programação no fim).
O campeonato terá a participação dos brasileiros medalhistas nos Jogos Pan-Americanos e no Mundial de Kazan, com exceção dos maratonistas aquáticos Allan do Carmo e Ana Marcela Cunha, que estão voltados para o evento-teste olímpico da modalidade, nos dias 22 e 23 de agosto, no Rio de Janeiro.
Outra ausência sentida, por motivos médicos, é a do campeão olímpico e tricampeão mundial dos 50m livre, Cesar Cielo Filho. Mas o Finkel  2015 terá muitas atrações como os brasileiros medalhistas no Mundial de Kazan: Nicholas Santos, Etiene Medeiros, Thiago Pereira, Bruno Fratus e o maratonista aquático Diogo Villarinho.
O clube anfitrião da competição – maior vencedor do Troféu empatado com o Flamengo com 12 conquistas cada um - contará com o reforço de Duane da Rocha Marcé, 27 anos, que tem dupla nacionalidade Espanha-Brasil. Duane, especialista no estilo costas, competiu pela Espanha em Kazan, onde foi semifinalista nos 200m costas (15º lugar). Ela já conquistou seis medalhas em Campeonatos Europeus, sendo três em piscina olímpica (1 ouro, 1 prata e 1 bronze) e três em Piscina curta (1 ouro e 2 bronzes). Além disso, Duane foi medalhista de bronze no Mundial de Piscina curta (25 metros) de Istambul/2012, nos 200m costas.
O Minas Tênis, que venceu as quatro últimas edições do Finkel e detém 10 títulos, também foi em busca de reforços. O clube mineiro competirá com as australianas Taylor Maree McKeown e Leah Prentice Neale, ambas de 20 anos. Taylor conquistou bronze no revezamento 4x100 medley no Mundial de Kazan. Ela subiu ao pódio no Pan-Pacífico de Gold Coast, em sua terra, há exatamente um ano. Na ocasião, ela foi bronze nos 200m peito. Já Leah também já foi medalhista em Mundiais da FINA. Ela integrou o revezamento 4x200m livre australiano, bronze no Mundial em piscina curta de Doha, no Catar, em dezembro de 2014.
Por fim, a Universidade Santa Cecília, a Unisanta, de Santos/SP, trouxe novamente uma “velha” conhecida, a argentina Julia Sebastian, 21 anos, recordista sul-americana dos 200m peito em piscina de 25 metros. Julia foi finalista nos Jogos Pan-Americanos de Toronto, terminando em 6º lugar nos 200m peito e em 7º nos 100m do mesmo estilo. 
Os outros campeões da história do Finkel são o Botafogo (4 vezes), o Vasco (2), Fluminense e Hebraica/SP, com uma vitória cada.
Programação do Finkel 2015 (o congresso técnico, marcado para domingo, 16/8, poderá alterar horários)
Dia 17/8 – 2ª feira (eliminatórias às 10h /  finais às 18h30)
200m livre F e M / 100m costas F e M / 1500m livre F / 4x50 livre M e F

Dia 18/8 – 3ª feira (eliminatórias às 10h / finais às 18h30)
200m peito M e  F  / 100m borboleta M e F / 1500m livre M

Dia 19/8 – 4ª feira (eliminatórias às 10h / finais às 18h30)
400m medley F e M / 50m livre F e M / 800m livre F / 4x200m livre M e F

Dia 20/8 – 5ª feira (eliminatórias às 10h / finais às 18h30)
200m borboleta M e F / 100m peito M e F / 800m livre M / 4x100m livre F e M

Dia 21/8 – 6ª feira (eliminatórias às 10h / finais às 18h30)
200m medley F e M / 50m borboleta F e M / 400m livre F e M / 50m costas F e M

Dia 22/8 – sábado (eliminatórias às 10h / finais às 18h)
100m livre F e M / 50m peito F e M / 200m costas F e M / 4x100m medley F e M

Souza Santos

Fonte CBDA




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Wednesday, August 5, 2015

ETIENE MEDEIROS, MARCELO CHIERIGHINI, THIAGO PEREIRA E HENRIQUE RODRIGUES NA FINAL. FELIPE FRANÇA TERMINA EM QUARTO Kazan 2015



Texto e Foto: CBDA/Divulgação
Kazan/RUS – O Brasil terá quatro finalistas na noite de quinta-feira, 6/08, na Arena Kazan, palco da natação no 16º Mundial dos Esportes Aquáticos. Etiene Medeiros, Marcelo Chierighini, Thiago Pereira e Henrique Rodrigues colocarão a bandeira do país nas raias do quinto dia de decisões na Rússia.

Etiene está avançando e ganhando força nos 50m costas. Depois de chegar na competição com o primeiro tempo, ela passou com o segundo tempo das eliminatórias para as semifinais (27s74) e destas para a final (27s41). Na frente dela nas duas fases ficou a chinesa Yuanhui Fu, que fez 27s66 nas eliminatórias e 27s18 na semifinal.
- Vai nadar todo mundo abaixo e eu realmente encarei como uma final. Eu queria chegar cada vez mais perto do que é o auge, que é 27s baixinho. Pra final amanhã agora é descansar, fazer toda a recuperação pra amanhã estar bem. A saída eu consigo fazer bem, os 25 metros também. O que pega são os 10 metros finais, minha perna cansa muito. É normal. É prova de velocidade e o desgaste é a 100 por cento, mas com um bom trabalho mental e uma boa recuperação após semifinal vai ser legal. A expectativa era essa, nadar forte a semifinal. Amanhã é outro dia. É outra adrenalina. Eu estou bem feliz. Estou concentrada em relação a isso e vou dar meu máximo – contou Etiene.
Nos 200m medley, Thiago Pereira com o terceiro tempo (1m57s33) e Henrique Rodrigues com o sétimo (1m58s45) estarão na prova que também terá o americano Ryan Lochte com o primeiro tempo (1m56s81) e o chinês Shun Wang (1m57s07).
- Tinha dado uma segurada de manhã. Não dei meus 100%. Pelo tempo de inscrição eu imaginei como seria. Vi que pra classificar era nadar abaixo de dois minutos. Agora à tarde me senti bem. Foi uma prova muito bem nadada. Não errei fundamentos, nada. Foi melhor até do que eu fiz no Pan-Americano. Vamos ver o que eu apronto aí pra amanhã. A grande final é aquela coisa. Eu nunca desprezo nenhuma etapa. Na natação a gente tem que passar por todos os degraus – eliminatórias, semifinais e finais.  Não garanto nada, mas o meu melhor eu vou dar. Amanhã acho que vai ser sensacional nadar com o Ryan (Lochte). A gente nada há muito tempo juntos. É um grande amigo. Com certeza vai ser uma boa competição – Thiago.
Henrique destacou o fato de ter conquistado sua primeira final após quatro Mundiais.
- Finalmente saiu essa final. Estou bem feliz. Errei detalhes de viradas que às vezes custa muito. Uma virada mal encaixada já te faz perder alguns centésimos. Foram fundamentos em que eu não estava tão ligado como hoje cedo. A tarde vai ser legal. Agora é só ficar bem acordado pra encaixar isso tudo aí – disse.
Os 100m livre colocou Marcelo Chierighini na última disputa com o sexto tempo (48s37). Matheus Santana ficou de fora por pouco, pois com 48s52 ele ficou na nona posição, na prova que teve muita gente boa fora da decisão, como o francês Fabien Gilot e o russo Vladimir Morozov. Este último desclassificado na segunda série semifinal, a mesma de Chierighini.

- Como meu erro de manhã foi tão bizarro, no aquecimento eu fui com meu técnico na raia em que eu ia nadar. Fizemos algumas saídas, mas ainda não foi a saída boa. Consegui nadar muito bem, me senti muito bem na água. É bom estar nadando uma final de Mundial. É bom estar me sentindo bem na água. Dá pra fazer na final um tempo melhor ainda – Marcelo.

Um centésimo deixou Felipe França Silva fora do pódio dos 50m peito. Ele marcou 26s87 e o americano Kevin Cordes faturou a medalha de bronze por 26s86. O inglês Adam Pity, vencedor dos 100m peito, faturou a segunda medalha de ouro no estilo, com 26s51. A prata ficou com o sul-africano Cameron Van der Burgh, 26s66.
- Fiz tudo certo e estou entre os melhores. Quando eu saí vi que estava na frente. Um centésimo valeu uma medalha de bronze, mas é um aprendizado. A gente vai continuar. Amanhã tem os 200m peito e vamos em frente. O competidor quer sempre o primeiro, bater na frente, mas a gente treina para amadurecer e melhorar. Há quase quatro anos que eu não melhorava o tempo e agora melhorei então isso é motivo para comemorar – disse Felipe.
Resultados - Finais e Semifinais – 5/08 
100m livre M – Semifinal – 6) Marcelo Chierighini – 48s37 / 9) Matheus Santana – 48s52
50m costas F – Semifinal – 2) Etiene Medeiros – 27s41
200m borboleta M – 1) Laszlo Cseh – HUN – 1m53s48 / 2) Chad Le Clos – RSA – 1m53s68 / 3) Jan Switkowski – POL – 1m54s10
200m livre F – 1) Katie Ledecky – USA – 1m55s16 / 2) Federica Pellegrini – ITA – 1m55s32 / 3) Missy Franklin – USA – 1m55s49
50m peito M – 1) Adam Peaty – GBR – 26s51 / 2) Cameron Van Der Burgh – RSA – 26s66 / 3) Kevin Cordes – USA – 26s86 / 4) Felipe França Silva – Brasil – 26s87
200m borboleta F – Semifinal – 16) Joanna Maranhão – Brasil – 2m09s69
200m medley M – Semifinal – 3) Thiago Pereira – Brasil – 1m57s33 / 7) Henrique Rodrigues – Brasil – 1m58s45
800m livre M – 1) Sun Yang – CHN – 7m39s96 / 2) Gregorio Paltrinieri – ITA – 7m40s81 / 3) Mack Horton – AUS – 7m44s02
4x100m medley Misto – 1) Grã Bretanha – 3m41s71 – RM / 2) Estados Unidos – 3m43s27 / 3) Alemanha – 3m44s13
Programação

Dia 06/08 – Quinta-Feira
9h30 – (3h30) – Eliminatórias
100m Livre F - Larissa Oliveira e Graciele Herrmann
200m Costas M - Leonardo de Deus
200m Peito F - Jhennifer Conceição
200m Peito M - Thiago Simon e Felipe França Silva
Rev. 4x200m Livre F
17h30 (11h30) – Semifinais e Finais
Semi: 100m Livre F / 200m Peito F / 200m Peito M / 200m Costas M
Finais: 200m Medley M (Thiago Pereira e Henrique Rodrigues) / 100m Livre M (Marcelo Chierighini) / 200m Borbo F / 50m Costas F (Etiene Medeiros) / Rev.4x200m Livre F

Eliana Alves / Mariana de Sá CBDA














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Tuesday, January 27, 2015

Etiene Medeiros, focada na Rio-2016: Acredito cada vez mais


Primeira nadadora a conquistar medalha de ouro em Mundiais, pernambucana de 23 anos diz estar cada dia mais motivada para a olimpíada brasileira
A carreira da nadadora pernambucana Etiene Medeiros sofreu uma verdadeira transformação em 2014. Em dezembro, a jovem de 23 anos cravou seu nome na história do esporte nacional como a primeira brasileira e conquistar uma medalha de ouro em um Mundial de Natação, em Doha, no Catar, na prova de 50 m costas. O resultado fez com que a jovem deixasse de ser uma promessa para se consolidar como esperança real do Brasil para os Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro. Mais bronzeada que de costume após férias em sua terra natal, Recife, Etiene retornou aos treinos na equipe do Sesi, em São Paulo, e falou sobre o novo patamar que atingiu. Ainda se acostumando ao assédio de jornalistas e fãs, distribuiu sorrisos após um cansativo treinamento e garantiu estar cada vez mais preparada para os próximos desafios. "Minha vida mudou, de fato, mas estou tentando ser o mais natural possível."
A campeã mundial falou sobre a dura rotina de uma nadadora de elite e contou que não costuma passar vontade na hora das refeições. Cada vez popular nas redes sociais, diz ser tímida, apesar de ter mostrado bastante desenvoltura diante das lentes dos fotógrafos. "Falam que sou musa, dou risada."
Ela sabe que ainda tem um longo caminho a percorrer até a Olimpíada. No Mundial de Doha, conquistou duas medalhas de ouro, nos 50 metros costas e no revezamento livre 4x50 metros livre, mas nenhuma destas provas faz parte do circuito olímpico. Suas melhores marcas foram conquistadas em piscina de 25 metros, metade do tamanho de uma piscina olímpica, em que há menos viradas, justamente uma de suas especialidades. Mas nada disso diminui a motivação da pernambucana.
Seu treinador, Fernando Vanzella, ressalta que Etiene vem obtendo resultados expressivos também em piscinas longas, o que justica a enorme expectativa para os Jogos do Rio, em 2016. “A Etiene tem três boas provas olímpicas, o 100 metros costas, o 100 metros borboleta e os 50 metros livre. O objetivo é alcançar as finais olímpicas.” No momento, seu melhor tempo na prova de 100 metros em piscina longa é 1m00s82, ainda distante do recorde mundial, de 58s12, da britânica Gemma Spofforth, em 2009. Neste ano, Etiene garantiu índice nesta prova para o Mundial de Kazan, na Rússia, entre julho e agosto, em piscina longa, e servirá para avaliar o desenvolvimento da brasileira.
O que mudou em sua vida depois de seu feito inédito? Já se acostumou com a nova realidade? Minha vida mudou, de fato, mas estou tentando ser o mais natural possível e levar isso como motivação. As pessoas estão acreditando muito mais em mim e eu também. Tenho um grande objetivo para 2016.
Como é a rotina de um nadador profissional? É bem cansativo, durmo cedo, acordo cedo. Tenho nove treinos de duas horas dentro da piscina durante a semana, mais cinco treinos fora da água, fisioterapia... mas é prazeroso, porque estou em busca de um objetivo, e por isso todo treino é um desafio.
Você tem alguma restrição alimentar?Como toda menina, amo chocolate, e não abro mão. Cresci no Nordeste com uma alimentação muito rica, com macaxeira, inhame, cuscuz, pamonha, tapioca. Comia tudo isso, mesmo sem saber que dava tanta energia, e sigo comendo até hoje. Nosso corpo é a referência para o treino, então não posso comer fritura nem muita carne vermelha. Mas, claro, no fim de semana, dou minhas escapadas, né?
Como foram as mudanças para o Rio de Janeiro e depois para São Paulo? Tinha 20 anos quando sai de casa. Primeiro morei em uma república com amigas, mas a mudança mais radical na minha carreira foi quando passei a morar sozinha. A partir daí, me acostumei a resolver minhas coisas, comprar comida, arrumar a casa. Isso me deu maturidade também para tocar minha carreira e focar mais nos meus objetivos.
Quando você percebeu que poderia ser uma atleta de elite? Entrei para a seleção brasileira em 2008, mas o ponto de passagem foi o Pan-Americano de Guadalaraja em 2011, quando nadei mal e pensei: "Agora preciso mudar, trabalhar mais forte para ser uma atleta de verdade." Na dificuldade, consegui crescer.
Mesmo depois de treinar muito bem, acontece de no dia da prova dar tudo errado? Sim. O fator psicológico pesa bastante e por isso é trabalhado todos os dias. E às vezes o atleta pode estar um pouco doente, não se sentir bem, e até o clima afeta. O mais importante é sempre pensar positivo, porque se ficar abatido o resultado não vai ser bom. O importante é sempre dar o máximo.
Seus melhores resultados foram no nado costas. Você pretende focar nesta prova ou pensa em outros estilos? Comecei a ter bons resultados na prova de 50 metros livre e estou me focando nesta prova e na de 100 metros costas. Nestas já sou campeã brasileira, mas pretendo bater índice olímpico e nadar bem no Pan-Americano e Mundial.  Os 100 metros costas é o meu amor, é uma prova que me deixa muito nervosa, mas quero muito um resultado. Vou trabalhar muito e espero que o resultado venha.
Na hora das competições, você escuta os gritos da arquibancada? A única pessoa que consigo escutar é meu pai. Escuto ele gritando: "Vai Nina!" Ele, minha mãe e meu irmão estavam em Doha e me deram muita força, adoro tê-los por perto.
Muitas atletas já reclamaram da falta de apoio à natação feminina. Algo mudou depois do seu título mundial? Meu feito ainda é muito recente, não dá para falar em mudança, mas a CBDA está me apoiando há um bom tempo, assim como os meus patrocinadores, que são os Correios, a Speedo, a Marinha do Brasil e o Sesi-SP.  Desde que separaram as seleções masculina e feminina, temos recebido mais apoio. A CBDA está investindo nas meninas e acho que vai investir cada vez mais. Nunca tive do que reclamar.
Você tem padrão de vida bom? Como é sua rotina em São Paulo? Não gosto de gastar dinheiro (risos), prefiro juntar, pensar lá na frente, ter uma vida estável, e levo uma vida tranquila. Moro perto do Sesi, o que é essencial em São Paulo, porque trânsito é muito estressante. Não fico muito na cidade, estou sempre viajando. Mesmo fora de competição, vou para o sítio do meu namorado, em Itatiba, ou dou uma fugidinha para Ubatuba, pego praia. Meu treinador gosta de me dar esse momento de relaxamento, é essencial para um atleta.
O governo concedeu pensão vitalícia à ex-ginasta e esquiadora Lais Souza, que ficou tetraplégica em acidente durante um treino. O que você achou da medida? Não sei, não li muito sobre este caso. Mas acho que qualquer atleta está vulnerável a este tipo de fatalidade. É surpreendente a forma como ela está se superando e se recuperando, é um exemplo para todos. Acho correto o apoio, mas todo mundo está sujeito a um acidente, não só os atletas, qualquer pessoa. O importante é ajudar o próximo e o governo tem de se preocupar com isso.
E o caso de doping do nadador João Gomes Júnior no Mundial, te surpreendeu? Existe um cuidado grande da sua equipe em relação às substâncias proibidas? Sim, temos acompanhamento de médico, nutricionista, tomamos vários cuidados. Também não estou muito informada sobre o caso do João, não conversei com ele. Ele vai ser julgado e acho que no momento é melhor esperar para comentar algo.
Você é ativa nas redes sociais, gosta do carinho dos fãs? Acompanho, gosto bastante desta interação, mas acho muito engraçado. Tem gente que fica me chamando de musa, comenta nas minhas fotos. Eu dou risada.
Pensa em trabalhar como modelo? Não, jamais! Quero ser reconhecida pelo meu trabalho na piscina, quero ser musa só na piscina mesmo. Sou muito tímida.
A confiança do treinador  Fernando Vanzella Chefe da equipe do Sesi-SP e coordenador da seleção brasileira feminina de natação
Desde que chegou a São Paulo, em 2013, Etiene recebe cuidados especiais do treinador Fernando Vanzella, o Vanza, um dos mais respeitados profissionais da natação no país. Ele conta quais são os pontos fortes de Etiene e o que ela precisa para se consolidar como uma das melhores do mundo.
“A Etiene tem uma saída muito desenvolvida, do nível das melhores do mundo. É muito rápida, mas agora precisa trabalhar resistência, para que complete uma prova mais longa. Ela evoluiu muito nos últimos anos e a vejo cada vez melhor, consciente, uma profissional muito mais envolvida no trabalho."
“Aguns detalhes foram detectadas pelas avaliações biomecânicas e podem ser melhorados. Por exemplo, as primeiras braçadas, principalmente do lado esquerdo, podem ficar mais fortes e estamos trabalhando para ganhar milésimos de segundo que podem ser preciosos.”
O especialista explica as diferenças entre as provas de piscina curta – como aquela em que Etiene conquistou o ouro no Mundial de Doha – e as de piscina longa, como as da Olimpíada. “Numa piscina longa, de 50 metros, prevalece mais o nado limpo, e na de 25 metros a virada submersa conta mais. Os nadadores bons em virada, como  Etiene, levam vantagem em piscina curta.”
FOTO SATIRO SODRÉ




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